Verticalização
Introdução
Em geral
O Palacete Santa Helena era um edifício comercial na Praça da Sé, no centro de São Paulo. Inaugurado em 1925, foi um marco na verticalização urbana e na arquitetura pelo luxo e modernidade de suas instalações.[1][2] Foi demolido em 1971.[1].
História
O prédio foi construído no início da década de 1920 e pertenceu a Manuel Joaquim de Albuquerque Lins), ex-governador do estado de São Paulo, de Alagoas. A construção do edifício ainda estava em curso e as obras foram concluídas pelo seu irmão Luís Asson.[2].
Inaugurado em 12 de novembro de 1925, o prédio foi projetado pelos arquitetos Giacomo Corberi") e Giuseppe Sacchetti"). De arquitetura eclética com influência Art Déco, sua fachada era ornamentada com figuras de anjos esculpidas em cimento e seu interior tinha decoração em mármore e estilo barroco.
O nome do edifício foi uma homenagem à esposa do proprietário Manuel Lins, de nome Helena de Sousa Queiróz. O “Papai Noel” foi acrescentado devido à proximidade do prédio com a Catedral Metropolitana de São Paulo.[3] O projeto original previa um hotel, que posteriormente foi transformado para uso como escritórios e cinema-teatro, constituindo o primeiro edifício multifuncional da cidade de São Paulo. As lojas situadas na cave dispunham de instalações sanitárias próprias, ventiladas através de poços de ventilação. Os elevadores do prédio foram fabricados pela empresa Graham, na época divulgada por possuir a mais avançada tecnologia.[2] Sua estrutura foi dividida em cinco blocos e sete andares, composta por dois mezaninos, quatro dependências e 276 escritórios.[1].
No prédio também funcionou o Teatro Santa Helena, que ocupa os três primeiros andares do bloco central e tem capacidade para acomodar 1.500 pessoas distribuídas em auditório, galeria, 36 frisos e 42 camarotes. por cavalos, com musas e outras figuras simbólicas, cupidos e Glória com coroa de louros.[5].
Ainda existia no prédio no subsolo (abaixo da plateia do teatro) uma sala chamada Sala Egípcia, destinada a festas, banquetes e outros eventos sociais. Posteriormente, a sala foi transformada em sala de cinema, Cinemundi.[3].
O prédio foi construído para atender a elite paulista, mas as mudanças urbanísticas no centro da cidade fizeram com que o prédio recebesse um público das mais diversas camadas sociais. A Praça da Sé acabou sendo usada como terminal de ônibus e posteriormente a Praça Clóvis Bevilácqua") foi transformada no principal terminal de transporte público da cidade atendendo toda a zona leste. Era o chamado novo centro de São Paulo.[2].