Use a teoria do valor
Introdução
Em geral
Valor de uso é a capacidade de um objeto satisfazer uma necessidade. É determinado pelas suas condições naturais. Num sistema de produção capitalista ou de produção de mercadorias, deve ser diferenciado do valor de troca, pois este último é uma grandeza determinada pela quantidade de trabalho socialmente necessária para produzir a mercadoria (isto segundo a teoria marxista do valor-trabalho), o valor de uso é determinado pelas características do objeto e pelo uso específico e concreto que lhe é dado de acordo com essas características. Desta forma, dois objetos com valores de uso diferentes (por exemplo, uma motocicleta e uma televisão) podem ter o mesmo valor de troca se isso for determinado pelas leis do mercado.[1].
O filósofo grego Aristóteles foi um dos primeiros a distinguir entre valor de uso e valor de troca:[2][3].
O valor de troca, segundo a teoria do valor-trabalho, é uma medida quantitativa determinada pelo tempo de trabalho abstrato, ou seja, o tempo de trabalho socialmente necessário para produzi-los. Assim, o padrão de medida pelo qual os bens são trocados é o tempo de trabalho socialmente necessário para produzi-los. Se uma mercadoria vale o mesmo que outra, é porque ambas requerem o mesmo tempo de trabalho para serem produzidas nas mesmas condições sociais de trabalho. Este valor é independente, portanto, do uso específico que esses bens têm e, desta forma, independente do seu valor de uso.
Esse valor é composto, na produção capitalista, pelo capital constante (meios de produção) consumido e pelo capital variável (valor da força de trabalho) na produção de mercadorias e pela mais-valia ou mais-valia produzida pelo trabalhador e apropriada gratuitamente pelo capitalista.
No capitalismo, o trabalho, como atividade humana, é o valor de uso, ou seja, o uso específico dado à mercadoria força de trabalho personificada num trabalhador, e esse valor de uso, o trabalho, tem uma qualidade que o diferencia dos demais valores de uso e é a sua capacidade de criação de valor, ou seja, valores de troca materializados em novas mercadorias.
É possível propor uma definição para a expressão “valor e utilização do património cultural”. Esta definição seria caracterizada pelo grau de importância que atribuímos a certas coisas, ideias ou bens herdados e pela utilidade que lhes damos no desenvolvimento individual ou coletivo.
Por outro lado, o historiador Josep Ballart sugere que “as situações reais de atribuição de valor podem, portanto, ser contempladas dentro das três categorias de referência, mas para que tudo isto funcione será necessário prever um contexto económico que as englobe (...) onde os diferentes usos do património, incluindo os puramente contemplativos, sejam valorizados em dinheiro.”[4].