Urbanismo pós-guerra
Introdução
Em geral
A arquitetura do Franquismo ou Franquista é o termo historiográfico dado à arquitetura desenvolvida na Espanha durante a ditadura de Francisco Franco (1939-1975).[2] Não é um estilo arquitetônico completamente uniforme, pois continha vários estilos tão diversos quanto o historicismo e o movimento moderno "Racionalismo (arquitetura)").[3].
Está dividida em duas grandes fases paralelas à situação económico-social do país: A primeira é a mais representativa e desenvolve-se no início da ditadura, na autarquia do primeiro regime franquista, daí ser conhecida como arquitetura de Autarquia. Caracteriza-se por uma rejeição geral do racionalismo "Racionalismo (arquitetura)") (frequente durante a Segunda República) e por reinterpretar de forma eclética os estilos históricos do Império Espanhol. Baseia-se especialmente no herrerianismo, sendo o estilo neo-herreriano** a principal corrente deste período e, em menor grau, o neoclassicismo villanoviano. Era originalmente conhecido como estilo imperial. Há também certos toques racionalistas na reprodução da arquitetura da Alemanha nazista e da Itália fascista. A arquitectura da autarquia está condicionada pelos graves problemas económicos da Espanha do pós-guerra e pela necessidade de reconstruir o país. Da mesma forma, apresenta uma grande carga ideológica de cunho nacional-sindicalista.
Na segunda fase, paralela ao segundo regime de Franco, a abertura económica do país permitiu uma assimilação do movimento moderno "Racionalismo (arquitetura)"), incorporando gradualmente durante a década de 1950 e especialmente a década de 1960 novas formas e abordagens arquitetônicas mais vanguardistas. Destaca-se o retorno ao racionalismo, embora tenham proliferado outros estilos como a arquitetura orgânica e o brutalismo. Esta segunda fase seria liderada pelos arquitetos da Escola de Madrid "Escola de Madrid (arquitetura)").[3].
O complexo da Moncloa em Madrid, o Valle de Los Caídos, o edifício España e a Universidade Laboral de Gijón destacam-se como os edifícios mais representativos da primeira fase.[2] O edifício Torres Blancas destaca-se como um ícone da segunda fase.[4].