Urbanismo como dimensão ética
Introdução
Em geral
Existem pelo menos três significados para o termo design social: aquele que apela à responsabilidade social do profissional, aquele que valoriza a dimensão económico-social do seu trabalho "Trabalho (sociologia)"), em domínios como o design de produtos (industriais e artesanais), serviços, sistemas (incluindo sociais), arquitectura, planeamento urbano, comunicação... entre outros e aquele que visa converter a actividade de concepção de empresas e organizações em geral (incluindo estruturas sociais) numa actividade científica.
Assim, o termo ‘design social’ apresenta diferentes nuances dependendo do contexto onde é utilizado:
A classificação proposta tem pontos em comum, uma vez que as linhas divisórias não são rígidas. Analisamos a seguir os três contextos mencionados.
Por dentro do mundo do Design
Quando pensamos em design imaginamos produtos a serem vendidos, fabricados por uma indústria e direcionados aos consumidores. Mas muitos designers aprenderam que a “responsabilidade social” é necessária na prática do design. Ou seja, um design orientado para as pessoas, que procura trabalhar para e pelas pessoas, e que tem algo mais do que o benefício de uma transação de compra e venda de serviços. [8].
Víctor Papanek afirmou que os designers e profissionais criativos têm a sua quota-parte de responsabilidade social, uma vez que a sua actividade pode implicar mudanças no mundo real, dependendo se fazem um bom ou mau design. Papanek escreve sobre design responsável; Por exemplo, os designers podem ajudar a conceber produtos mais ecológicos selecionando cuidadosamente os materiais que utilizam, ou podem ser concebidos para satisfazer necessidades e não desejos; Além disso, um design responsável deve cuidar do design para o Terceiro Mundo. Os designers são responsáveis pelas escolhas que fazem nos processos de design.
Víctor Margolin contribui para o desenvolvimento da definição de design social como aquela atividade produtiva que tenta desenvolver capital humano e social ao mesmo tempo que produtos e processos lucrativos; Assim, o designer deve prever e moldar produtos materiais e imateriais que possam resolver os problemas humanos em larga escala e contribuir para o bem-estar social. Essa forma de pensar está sendo construída por correntes que enfatizam o design social. Nesta visão, o design social é uma actividade profissional e económica, razão pela qual não deve ser enquadrado no mundo da caridade ou do voluntariado, mas deve ser visto como uma contribuição profissional que deve ser tida em conta no desenvolvimento económico local.