Túneis (técnicas históricas)
Introdução
Em geral
Alguns túneis romanos conseguiram chegar até nós sem muitas modificações até hoje, convertidos em verdadeiras obras de arte e engenharia, embora sejam muito mais discretos que as pontes, sua construção era muito mais complicada para a limitada tecnologia romana.
Foram construídas com utilidade igual à atual, pois estas galerias foram escavadas para permitir a passagem de uma estrada por uma montanha. Podemos distinguir pelo menos três tipos de fábrica de túneis, além de passagens semi-escavadas, que podem ser encontradas em diversas províncias do antigo Império Romano.
Técnica
Os romanos dominaram as técnicas de perfuração e quebra de rochas, geralmente colocando-as em prática na escavação de galerias de minas e aquedutos. Tinham à sua disposição todos os utensílios de cantaria, como maças, picaretas, buris..., de ferro, cujo formato era semelhante ao dos instrumentos atuais.
Além disso, utilizavam o jogo expansão-contração para quebrar certas rochas, para as quais as aqueciam com fogueiras vivas, para apagar abruptamente o fogo com água e conseguir a quebra. Conheciam também as propriedades do vinagre para enfraquecer as rochas, principalmente o calcário, para o que faziam sulcos na pedra sobre os quais deitavam o ácido acético quente e o deixavam agir, enfraquecendo a pedra.
Funciona
Passos em desfiladeiros e desfiladeiros
A estrada romana do Grande Passo de São Bernardo guarda vestígios da antiga rota romana, com bermas laterais, pontes e túneis.[1].
Passagem escavada na parede da garganta do Danúbio na rota estratégica construída por Trajano, concretamente através de uma plataforma de madeira, que se projeta parcialmente sobre uma cornija escavada na pedra da garganta, elevada um pouco acima do nível médio do rio.
Túnel escavado no calcário dos Apeninos com 38 m de comprimento na Via Flaminia, entre Roma e a costa do Adriático. Seu perfil é curvo e foi feito sob o império de Vespasiano.