Teste de partículas magnéticas (NDT)
Introdução
Em geral
A inspeção por partículas magnéticas é um tipo de ensaio não destrutivo que permite detectar descontinuidades superficiais e subterrâneas em materiais ferromagnéticos, o que pode levar a suas falhas futuras.
Base física
A aplicação do teste de Partícula Magnética consiste basicamente em magnetizar a peça a ser inspecionada, aplicar as partículas magnéticas (pó fino de limalha de ferro) e avaliar os indícios produzidos pelo agrupamento das partículas em determinados pontos. Este processo varia em função dos materiais utilizados, dos defeitos a procurar e das condições físicas do objeto a ser inspecionado.
Usar
É usado quando é necessária uma inspeção mais rápida do que aquela obtida com líquidos penetrantes. Existem 32 variantes do método, e cada uma atende diferentes aplicações e níveis de sensibilidade.
Este método é usado em materiais ferromagnéticos como ferro, cobalto e níquel. Devido à sua baixa permeabilidade magnética, não é aplicado em materiais paramagnéticos (como alumínio, titânio ou platina) ou materiais diamagnéticos (como cobre, prata, estanho ou zinco).
Os defeitos que podem ser detectados são apenas aqueles que estão na superfície ou em profundidades rasas. Quanto menor o tamanho do defeito, menor será a profundidade em que ele pode ser detectado.
Campo magnético
O campo magnético pode ser gerado por um ímã permanente, um eletroímã, uma bobina ou pela circulação de intensidade elétrica sobre a peça. Os ímãs permanentes raramente são usados porque só podem ser obtidos com campos magnéticos fracos.
Em uma peça alongada, a magnetização da bobina gera um campo magnético longitudinal, por isso apresenta defeitos transversais. Em vez disso, uma corrente elétrica entre as extremidades da peça gera um campo transversal, que detecta defeitos longitudinais.