Teoria da Percepção (Gestalt)
Introdução
Em geral
As leis da Gestalt, para a psicologia da Gestalt, são uma série de regras que explicam a origem das percepções a partir de estímulos. Existem múltiplas regras particulares, que se baseiam em duas regras gerais: a lei da boa forma e a lei da figura e da substância.[1][2].
Leis gerais
Lei da figura e do fundo
A figura é a área de percepção na qual a consciência está focada e o fundo é o resto da percepção. A lei estabelece que não é possível perceber simultaneamente a mesma área como figura e fundo, pelo que há sempre elementos sobre os quais a consciência se concentra e elementos que ela ignora. Quando esta oposição não existe de forma literal, a mente a provoca, através do conteúdo do inconsciente. A percepção subliminar é a percepção do fundo que não se transforma em figura e, portanto, não atinge a consciência, mas influencia o inconsciente de qualquer maneira. A percepção figura-fundo pode depender de fatores como profundidade, distância e oclusão.
Lei da gravidez ou boa forma
Um dos princípios fundamentais da percepção para os Gestaltistas é a chamada lei de prägnanz (geralmente traduzida do alemão como gravidez ou, melhor ainda, como princípio da boa forma), que afirma a tendência da experiência perceptiva de assumir as formas mais simples possíveis. As partes de uma figura que têm “boa forma” ou que indicam uma direção ou destino comum formam claramente unidades autônomas no todo. Esta lei permite a fácil leitura de figuras que interferem, formando aparentes confusões, mas onde prevalecem suas propriedades de “boa forma” ou destino comum, são vistas como desmembradas do todo.
A lei da boa forma afirma que a mente atribui a melhor forma possível à percepção. Esta lei é composta de leis particulares, pois a mente utiliza vários critérios para determinar qual caminho é o melhor. Desta forma, podemos falar da lei do fechamento, do contraste, da proximidade, da semelhança, da continuidade, do movimento comum, entre outras. Nas ilusões de ótica paradoxais, a mente tenta atribuir formas conhecidas a partes de uma forma desconhecida, mas quando o todo é montado, ocorre um erro.[1][2].