Teoria da glocalização
Introdução
Em geral
Glocalização é um termo que surge da combinação "Composição (linguística)") entre globalização e localização e foi inicialmente desenvolvido na década de 1980 dentro das práticas comerciais do Japão. O conceito vem do termo japonês “dochakuka” (derivado de dochaku, “aquele que vive em sua própria terra”). Embora muitas referências tratem Ulrich Beck como o criador do termo e seu divulgador, o primeiro autor a trazer explicitamente essa ideia à luz é Roland Robertson.
Definição
A glocalização pode ser definida de uma perspectiva económica ou cultural:
Como termo económico, refere-se à pessoa, grupo, divisão, unidade, organização ou comunidade que está disposta e é capaz de “pensar globalmente e agir localmente”. O conceito implica que a empresa se adapte às peculiaridades de cada ambiente, diferenciando suas produções com base nas demandas locais.
At a cultural level, according to Antonio Bolívar Botía, Professor of Didactics and School Organization at the University of Granada, glocalization is the mixture that occurs between local and particular elements with globalized ones. Significa que num mundo global, em que assistimos a uma eliminação progressiva das fronteiras a nível económico, político e social, aumenta a existência de barreiras culturais, geradas por pessoas que defendem as suas tradições da globalização cultural.
Stuighzky salienta que o termo é apropriado para se referir à localização da produção no capitalismo na esfera da globalização.
Martín Hopenhayn também analisa a globalização cultural e as tensões políticas que ela gera atualmente. A glocalização serve como ferramenta de integração da globalização na localidade e tem dois aspectos consequentes: a tendência à subordinação e a tendência à integração. Afirma que a diferenciação sociocultural se torna mais visível dentro das próprias sociedades nacionais e que por sua vez preserva as identidades que a reconhecem.
Segundo Boaventura de Souza Santos no seu livro Rumo a um novo senso comum (1995), trata-se de "localismos-globalizados" e "globalismos-localizados", que são frequentemente acompanhados por movimentos sociais e políticos e outras expressões da sociedade civil. Esta é uma hipótese feliz que favorece a nossa abordagem crítica. O que foi dito acima lançou as bases para novas práticas de cidadania global que convergem no que já foi batizado como “glocalização”. Do ponto de vista crítico, segundo Orlando Fals Borda, a “glocalização” troca o “b” de “bárbaro” pelo “c” de “coração”.