Relatório De Vulnerabilidade Climática
Introdução
Em geral
vulnerabilidade às mudanças climáticas (ou vulnerabilidade climática) é um tipo de vulnerabilidade social que é agravada pelos impactos das mudanças climáticas e pela ausência ou deficiência de medidas de adaptação. O IPCC define vulnerabilidade como "propensão ou predisposição para ser afetado negativamente. A vulnerabilidade compreende uma variedade de conceitos e elementos, incluindo sensibilidade ou suscetibilidade a danos e falta de capacidade de resposta e adaptação."[1] O IPCC observa que a vulnerabilidade às alterações climáticas pode ser agravada por outros fatores, como a desigualdade, a pobreza e a falta de acesso a infraestruturas básicas.
As análises de vulnerabilidade climática são utilizadas para determinar os riscos que certos grupos ou populações podem sofrer devido aos fenómenos climáticos num determinado espaço.[3].
Abordagens teóricas
Teoria Social do Risco
A Teoria Social do Risco") critica a avaliação do risco puramente a partir de uma perspectiva do risco de uma determinada catástrofe natural,[4] e concentra-se, em vez disso, na análise das desigualdades socioeconómicas que têm um impacto diferencial nos riscos climáticos. Desta forma, a Teoria Social do Risco procura integrar quatro dimensões para abordar a vulnerabilidade climática:[3][5].
• - perigo ou ameaça: é definido como o perigo potencial ou iminente de fenômenos naturais no espaço e contexto de uma determinada sociedade;
• - vulnerabilidade: medida da exposição de um determinado grupo à ameaça;
• - exposição: o grau em que bens materiais ou pessoas podem ser afetados pela ameaça;
• - incerteza: o grau de conhecimento que se tem das três dimensões anteriores.
Definições do IPCC
O IPCC começou a trabalhar com o conceito de vulnerabilidade a partir do seu Terceiro Relatório de Avaliação.[6] O IPCC define vulnerabilidade climática como o resultado da combinação de três fatores:[1].