Projeto De Redução De Vulnerabilidade
Introdução
Em geral
A vulnerabilidade das edificações está diretamente relacionada aos conceitos de arquitetura sustentável, construções seguras, análise de risco e gestão abrangente de custo/benefício. O nível de vulnerabilidade de um edifício é definido como o risco de sofrer danos devido a ameaças naturais, humanas ou tecnológicas.
Ameaças naturais
Exemplos são: precipitações, furacões, terremotos, inundações, incêndios e outros.
Os perigos naturais representam um risco inevitável, mas podem ser previstos estatisticamente. A redução da vulnerabilidade de um edifício a este tipo de ameaça baseia-se principalmente na prevenção como parte do projeto de construção. Na maioria dos casos, as medidas preventivas não resultam em custos adicionais, como mostram as experiências.
“Uma construção segura NÃO é mais cara do que uma vulnerável... É apenas uma construção mais bem pensada.”[1].
Ameaças humanas
São exemplos: descuido, operação inadequada, construções e escavações próximas, acidentes com equipamentos pesados, sabotagem e outros.
Cada obra tem como objetivo principal a promoção de um benefício. Também se caracteriza pela definição precisa de sua função e qualidade.[2][3].
A projeção de possíveis ameaças que resultam da interação entre o ser humano e o edifício é um fator decisivo ao nível da função e qualidade da obra e influencia diretamente o benefício e a sustentabilidade.
Ameaças tecnológicas
Exemplos são: falhas em sistemas construtivos e componentes dentro ou próximos à edificação devido ao envelhecimento, desgaste, falta de manutenção, projetos e materiais inadequados, entre outros.
A análise de riscos e vulnerabilidades é baseada na avaliação abrangente do trabalho.
Os diferentes sistemas construtivos e componentes que compõem a obra devem ser avaliados como um todo e tendo em vista o funcionamento da obra completa.[4].