Política paisagística
Introdução
Em geral
Paisagismo é a atividade que visa modificar as características visíveis, físicas e emocionais de um espaço, tanto rural como urbano. Estes incluem: elementos vivos, como a flora e a fauna, comumente chamados de jardinagem, a arte de cultivar plantas com o propósito de criar um belo ambiente paisagístico; elementos naturais como acidentes geográficos, elevações ou cursos de água; elementos humanos, tais como estruturas, edifícios ou outros objetos materiais criados pelo homem; elementos abstratos, como condições climáticas e de iluminação; e elementos culturais.[1][2].
O termo paisagem deriva etimologicamente do francês pays (país), que se refere a uma região, e do sufixo “aje” que dá ação ao termo. Paisagismo refere-se à ação de fazer um País, ao sentimento de pertencimento, à identidade dos habitantes conferida pelo ambiente de onde provêm. Tal é a relevância deste conceito que, historicamente e ainda hoje, ser exilado, deportado e até imigrante é uma condição de desenraizamento que produz aflições. Ao contrário do movimento artístico com o mesmo nome, o paisagismo moderno não recorre apenas ao visual, mas também à sua multidimensionalidade: altura, largura, profundidade e tempo.[3].
Paisagismo é arte e ciência e requer boas habilidades de observação e design, bem como planejamento, criatividade, organização e imaginação. Também pode ser definido como um processo racional pelo qual o homem utiliza a natureza como ferramenta para se expressar, obtendo diversos benefícios. É um conceito que abrange em pequenas proporções partes de múltiplas disciplinas como agronomia, arquitetura, sociologia, ecologia, arte, etc., para tratar os espaços tendo em conta tanto o seu volume como o fator tempo; já que você trabalha com seres vivos e eles têm processos.
A paisagem está tão enraizada em nós que faz parte da nossa história e da nossa cultura. A necessidade de as pessoas recorrerem a ela é cada vez maior, seja para controlar a poluição, como efeito desestressante em contraste com as cidades cinzentas e aceleradas, como recreação, ou para tentar preservar a beleza e a diversidade existentes. Não se trata mais apenas de contemplar, mas também de experimentar e viver de forma saudável e equilibrada.[4].
A paisagem também pode ser definida como um conjunto de determinações socioculturais, produto de uma série de procedimentos perceptivos que o ser humano realiza em determinado território, em consonância com suas necessidades e expectativas espaciais ali vivenciadas. Estes representarão a sua individualidade enquanto grupo humano e transformarão o território, carregando-o de significado, o que classificará a paisagem não só com uma relação estritamente material, mas também lhe conferirá características espirituais.[5].