Plano de reabilitação estrutural
Introdução
Em geral
A reabilitação de habitações é aquela acção construtiva ou construtiva que se realiza para melhorar algumas das seguintes condições: habitabilidade da habitação, segurança estrutural e construtiva, protecção contra a presença de água e humidade, suas instalações, acessibilidade, sua eficiência energética, suas condições de iluminação natural e ventilação interior “Ventilação (arquitetura)”), as dimensões dos espaços interiores, entre outras. Essas ações podem ser realizadas tanto no interior das residências quanto nas áreas comuns dos edifícios residenciais.
Quando a reabilitação das habitações de um edifício residencial afecta a sua estrutura, coberturas, envolventes exteriores, instalações, acabamentos de alvenaria e pavimentos, carpintarias, etc., chama-se reabilitação integral da habitação.
História
A partir da década de 1960, na Europa, começou a ser considerada a reabilitação de habitações e edifícios nos centros históricos das cidades. É em Itália, dado o seu património edificado urbano, onde existe uma maior preocupação face ao estado em que se encontravam palácios, igrejas e edifícios antigos, criando uma corrente de opinião a favor da preservação deste património, e da sua intervenção para recuperar os valores identitários destes edifícios. Este debate percorre toda a Europa e estende-se não só a esta arquitetura monumental, mas também aos edifícios residenciais nos centros históricos. Criação da figura de proteção urbana destes edifícios, como os Planos Especiais de Proteção e Catalogação de edifícios, que têm como objetivo o estudo detalhado de cada imóvel para determinar qual deve ser protegido e atribuir um nível de catalogação ao edifício. As obras que deverão ser realizadas nestes imóveis, sejam de manutenção, conservação, reparação, reabilitação, dependerão do nível atribuído. O nível mais alto é o Bem de Interesse Cultural BIC ou também denominado Monumental em outros países, nos quais as obras a serem realizadas são determinadas por Lei.
É a partir da década de 80 que o conceito começa a espalhar-se não só pelos centros históricos mas também pelos bairros ou outras zonas da cidade.