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La figura de la "Gran Unidad Escolar", creada como respuesta a la falta de infraestructura educativa capaz de recibir a la nueva cantidad de alumnado que buscaba educación pública grautita, era un complejo educativo que alojaría los dos últimos años de educación primaria, la educación secundaria regular y la secundaria técnica. Contendría además un Centro de Atracción Social, Servicio Médico y, en varios casos, incluso un complejo de viviendas para los Maestros.[9] Se idearon como unidades autárquicas y con una misión directiva en su zona*.[10] En efecto, cada G.U.E. comprendía una escuela primaria - para los dos últimos años de educación de ese nivel -, un colegio nacional de educación secundaria común, un Instituto Nacional Industrial, un Instituto Nacional de Comercio, un Instituto Nacional Agropecuario y escuelas, colegios o institutos nocturnos. Pedagógicamente, ejercían jurisdicción sobre los demás centros educativos de su zona de influencia realizando una labor de orientación, control y coordinación con ellas. La principal ventaja de estas unidades radicaba en la concentración administrativa lo que resultaba sumamente beneficio en un país de reducida capacidad económica como el Perú de los años 1950.[11].
En un inicio se plantearon construir 55 grandes unidades escolares a lo largo del país,[10] (30 de varones y 25 de mujeres),[12] tomando como base instituciones educativas que ya existían y que, en varios casos, fueron fundadas en los primeros años de la república. La distribución inicial que se dispuso fue la siguiente: Nueve GUE de varones y seis de mujeres en Lima. En el norte del país (departamentos de Ancash, La Libertad "Departamento de La Libertad (Perú)"), Lambayeque, Piura y Tumbes) se establecerían con cinco GUE de varones y cinco de mujeres. En el centro del país (departamentos de Junín, Pasco y Huánuco) siete GUE de varones y seis GUE de mujeres. El sur (Puno, Arequipa, Tacna, Cusco) seis GUE de varones y cinco de mujeres. Finalmente, el Oriente (Loreto y Ucayali) con tres GUE de varones e igual número para mujeres.[3] Sin embargo, hacia 1970, existían 100 grandes unidades escolares[13].
Las grandes unidades escolares se construyeron en terrenos de 50,000 metros cuadrados para las unidades de varones y 20,000 para las de mujeres. Su construcción descentralizada en todo el país buscaba revertir la migración interna que se hacía por la falta de centros de educación pública de calidad en los departamentos. Por ello se buscó dotar a cada capital de departamento con una GUE así como en las capitales de las provincias más importantes del país.[11] En ese aspecto, las grandes unidades escolares cumplieron su cometido ya que permitieron el aumento del número de personas que accedieron a una educación secundaria[14].
Construção do GUE
A implementação deste processo implicou uma mudança de regime de muitas das escolas que já existiam. Em quase todos os casos, isto envolveu a mudança para um novo local construído de acordo com os regulamentos para grandes unidades escolares e até mesmo uma mudança de nome.
A construção foi realizada pelo Ministério da Educação. Arquitetonicamente, todas as unidades tinham um padrão de repetição semelhante. Composto por pavilhões de dois níveis que encerram pátios para a realização de atividades recreativas. Sua arquitetura era simples e seguia os padrões básicos da arquitetura racional: paredes de tijolos e janelas pré-fabricadas de concreto.[15].
O início deste processo ocorreu na cidade de Lima, a partir da Escola Nacional Nuestra Señora de Guadalupe, criada em 1840. Nos anos anteriores, para atender todos os alunos da capital, foram criados vários anexos desta escola num esquema tal que os melhores alunos dos anexos eram aqueles que estudavam nas dependências principais. A política promovida pelo Presidente Odría transformou estes anexos em grandes unidades escolares independentes[16].
Da mesma forma, foram retomadas várias escolas existentes, como a escola Agustín Gutiérrez, fundada em 1927 e que em 1952 foi transferida de suas instalações na Avenida Abancay, no centro de Lima, para um edifício recém-construído em um terreno localizado no bairro de San Isidro, em frente à Avenida Paseo de la República. Em 1957, pela Lei nº 12.810, o nome desta escola foi alterado para Gran Unidad Escolar Alfonso Ugarte. Já em 1950, na mesma avenida mas no bairro de Lince, o G.U.E. Melitón Carvajal, fundada em 1948.[16].
As escolas formadas a partir dos anexos do Colégio Guadalupe foram construídas no bairro de Breña (Colégios Rosa de Santa María, Hipólito Unanue, Mariano Melgar), La Victoria (Pedro A. Labarthe) e Barrios Altos (Mercedes Cabello de Carbonera).
No interior do país, a base foi tirada das escolas fundadas nos primeiros anos da república. Assim, em Cusco, tomou-se como base o Colégio de Ciências fundado por Simón Bolívar em 1825. Em Tacna, o Liceu Tacna fundado em 1824 e denominado "Coronel Bolognesi" em 1938 foi transformado para dar origem ao GUE Coronel Bolognesi "Instituição Educacional Emblemática Coronel Bolognesi (Tacna)"). Em Huancayo o GUE Santa Isabel foi fundado a partir da escola fundada em 1852 por Sebastián Lorente. Da mesma forma, algumas outras escolas foram criadas e construídas, como as de Cusco, Inca Garcilaso de la Vega e Clorinda Matto de Turner.[1].
Impacto de grandes unidades escolares
A historiografia peruana comumente destaca o grande impacto que teve a construção de grandes unidades escolares no Peru, ao nível da infraestrutura educacional, concedendo-lhes inclusive um padrão socioeconômico revolucionário para uma sociedade como a peruana na década de 1950. Assim, sua criação é identificada com a transição de uma educação elitista e privilegiada para outra que abrangesse as grandes maiorias[7].