Planejamento sócio-espacial
Introdução
Em geral
O Planejamento Ambiental é o instrumento essencial para a integração das variáveis da dimensão ambiental nas ações de desenvolvimento, buscando harmonizar a oferta ambiental com a demanda pelo desenvolvimento sustentável, por meio de um ordenamento adequado da ocupação do território com base na identificação e atribuição de áreas de especialização e complementaridade produtiva.
O planeamento ambiental deve ser entendido como o planeamento do território que introduz a dimensão ambiental na sua conceptualização, diferenciando-se da conceptualização económica que considera o planeamento territorial em termos económicos, sem ter em conta o custo social e o impacto ambiental que isso significa, ignorando a realidade social e o sentido de utilização da natureza dentro dos critérios de utilização sustentável.
Diferenciando-se também da conceptualização protecionista, que propõe a proteção do ambiente como finalidade exclusiva, esquecendo o contexto social e o valor económico dos recursos naturais, bem como a necessidade de os utilizar para alcançar o bem-estar comum.
O ordenamento ambiental do território deve ser entendido como um processo planeado de natureza política, técnica e administrativa que propõe a análise de um determinado sistema socioespacial (sistema ambiental), conduzindo à organização e gestão do uso e ocupação desse espaço, de acordo com as condições e recursos naturais, a dinâmica social, a estrutura produtiva, os assentamentos humanos e a infraestrutura de serviços, para prever os efeitos que as atividades socioeconómicas provocam naquela realidade espacial e estabelecer as ações a implementar com vista ao cumprimento dos objetivos de bem-estar. social, gestão adequada das reservas naturais") e qualidade de vida, ou seja, com vista ao desenvolvimento sustentável.
O planeamento ambiental para o seu funcionamento e implementação requer instrumentos indissociáveis, tais como disposições legais, organização institucional e planos de planeamento e desenvolvimento.
Para tal, o zoneamento ecológico-económico constitui um suporte indispensável para o desenvolvimento de planos de ordenamento; uma vez que proporciona a localização geográfica e a quantificação de áreas com características físicas, biológicas e socioeconómicas próprias, distinguíveis entre si, pelo seu potencial de recursos naturais e pela sua capacidade de suportar impactos ambientais; fornecer as informações necessárias para resolver problemas complexos relacionados à geração de bens e serviços, conservação de processos ecológicos e melhoria da qualidade de vida da população.