Planejamento Gerontológico Urbano
Introdução
Em geral
Na demografia, envelhecimento populacional refere-se a uma mudança na estrutura etária da população, da estrutura do antigo regime demográfico anterior à transição demográfica - com grandes grupos da população em idades infantis e juvenis e um pequeno número de população nos grupos etários maduros e longevos - para uma nova estrutura típica da segunda transição demográfica ou da chamada revolução reprodutiva - onde basicamente os grupos etários maduros e longevos crescem enquanto mantêm ou diminuem os grupos mais jovens. idade.[1].
O envelhecimento populacional é característico da segunda transição demográfica e é uma consequência directa de mudanças socioeconómicas que permitem uma maior sobrevivência geracional – melhor nutrição, melhorias higiénicas e sanitárias, melhores cuidados e atenção, em suma, um aumento geral na qualidade de vida.
O aumento da esperança de vida tem crescido significativamente em muitos países, produzindo, pela primeira vez na história da humanidade, uma abundância de populações maduras e longevas, consequência do sucesso das políticas de saúde pública e do desenvolvimento socioeconómico. Parte da população que antes morria no parto, nos primeiros meses de vida, durante a infância e juventude e no início da idade adulta, agora sobrevive por muitos anos.[2].
Idade como índice
Entre os vários estudos que se realizam para analisar uma determinada população está o da idade, que nos permite conhecer a estrutura dessa população. Um método visual utilizado para capturar esta análise é a chamada “pirâmide populacional”, um gráfico no qual podem ser detectadas as características mais marcantes das diversas faixas etárias.
O processo de envelhecimento de uma sociedade é geralmente consequência de uma baixa taxa de natalidade, produzida pela contenção da fecundidade típica das sociedades ditas avançadas ou dos países desenvolvidos, somada ao crescimento da população idosa, processo que nestas sociedades se consolida pela aplicação de melhorias nos cuidados de saúde e nos serviços sociais que permitem maior sobrevivência dos idosos.
Nos países em desenvolvimento, o envelhecimento da população é retardado por taxas de natalidade mais elevadas e por uma mortalidade mais elevada entre a população idosa.