No que diz respeito à qualidade, no México, a qualidade da água em corpos superficiais, zonas costeiras e águas subterrâneas pode ser classificada como:
As categorias anteriores são estabelecidas com base em três indicadores, que são:
DBO5 e DQO são utilizados para determinar a quantidade de matéria orgânica presente em corpos d'água provenientes principalmente de lançamentos de águas residuais, de origem municipal e não municipal. Por outro lado, os SST originam-se de águas residuais e da erosão do solo. O aumento dos níveis de TSM faz com que um corpo de água perca a sua capacidade de suportar a diversidade da vida aquática. Esses parâmetros permitem reconhecer gradientes que vão desde uma condição relativamente natural ou sem influência da atividade humana, até águas que apresentam indícios ou contribuições importantes de lançamentos de águas residuais municipais e não municipais, bem como áreas com severo desmatamento.
Esses três indicadores são atualmente medidos no México em centenas de locais de águas superficiais através da Rede de Monitoramento da Qualidade da Água[13] da Comissão Nacional de Águas, um órgão administrativo com autoridade sobre a quantidade e qualidade da água e sua gestão no território nacional mexicano, designado como tal na LAN.[1] Cada corpo de água avaliado pela Rede de Monitoramento[13] terá valores para cada um dos três indicadores de qualidade da água, um para cada indicador e, dados curiosos, sem implicar que seja classificado em relação a qualquer uso específico, mas sim considerando um gradiente da condição natural ao corpo de água contaminado, classificando as águas superficiais conforme mostrado abaixo.
Durante algum tempo, no México, o Índice de Qualidade da Água (IQA)[15] foi utilizado como parâmetro para avaliar o estado dos corpos d'água. No entanto, a sua utilização tornou-se complicada uma vez que a determinação de 18 parâmetros era dispendiosa e os resultados obtidos não permitiam distinguir de facto o estado das massas de água. Além disso, muitos corpos d’água não puderam ser classificados como aptos para uso, devido à maior importância dada aos parâmetros voltados à proteção da vida aquática; por exemplo, maior peso foi dado ao oxigênio dissolvido (O). Assim, a partir de 2004, a qualidade da água é verificada através dos três indicadores já mencionados: DBO5,[10] DQO[11] e SST.[12].
Por outro lado, outra referência amplamente utilizada no México para avaliar a qualidade da água refere-se aos Critérios Ecológicos de Qualidade da Água CE-CCA-001/89.[16] Esses critérios foram publicados inicialmente no Diário Ecológico da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Ecologia (SEDUE) e, posteriormente, em 13 de dezembro de 1989 no Diário Oficial da Federação "Diario Oficial de la Federación (México)") (DOF). Esses critérios podem ser consultados por meio de busca por data de publicação no DOF após cadastro gratuito.
Com base nos Critérios Ecológicos de Qualidade da Água CE-CCA-001/89, os corpos d’água podem ser classificados como aptos, ou não, para serem utilizados como:.
A publicação dos Critérios Ecológicos de Qualidade da Água no México foi inspirada na publicação dos Critérios de Qualidade da Água (EPA 440/5-86-001, 1986), publicados em 1986 pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos da América (USEPA). Este último surgiu em resposta à Lei da Água Limpa dos Estados Unidos da América, que exigia que a EPA publicasse e atualizasse periodicamente os critérios de qualidade da água no documento reconhecido como The Gold Book. Estes critérios devem refletir com precisão os conhecimentos científicos mais recentes sobre o tipo e a extensão dos efeitos identificáveis para a saúde e para o ambiente que podem ser esperados da presença de contaminantes em massas de água, incluindo aquíferos. Além disso, deveriam incluir os conhecimentos mais recentes sobre a concentração e dispersão de poluentes, ou seus produtos derivados, através de processos biológicos, físicos e químicos. Por fim, apontar os efeitos dos contaminantes nas comunidades biológicas, na produtividade e na estabilidade, incluindo informações sobre os fatores que afetaram as taxas de eutrofização e sedimentação orgânica e inorgânica. Embora os Critérios de Qualidade da Água não fossem leis, nem tivessem impacto regulatório, apresentavam dados científicos, mas, acima de tudo, ofereciam (e continuam a oferecer) orientações sobre os efeitos ambientais dos contaminantes. Esta informação poderia ser útil na formulação de padrões baseados em considerações sobre os impactos na qualidade da água. Também foi estabelecido que quando novos dados estivessem disponíveis, esses critérios deveriam ser atualizados para refletir as recomendações aplicáveis para a proteção da vida aquática e da saúde humana; especialmente a nível regional. Um relatório sobre a monitorização e avaliação de riachos e rios, a Avaliação Nacional da Qualidade da Água, é agora publicado.[17].
Aparentemente, esse mesmo espírito foi, de alguma forma, instalado na publicação de Os Critérios Ecológicos no México. Assim como nos Estados Unidos, os Critérios Ecológicos no México não tiveram (e não têm) caráter regulatório, mas são normalmente aplicados pelos setores governamentais e acadêmicos para qualificar os recursos hídricos. Um exemplo disso, apenas para citar um, é evidente na avaliação da qualidade da água em ecossistemas costeiros, onde, na ausência de valores de referência normativos, o uso dos Critérios Ecológicos de Qualidade da Água CE-CCA-001/89 é usado para avaliar a Qualidade da Água nos Sistemas Costeiros do México.[18] No entanto, alguns limites devem ser revistos, uma vez que as técnicas analíticas não são sensíveis o suficiente para detectá-los. Especialmente no caso de compostos encontrados em concentrações vestigiais ou muito pequenas, como hidrocarbonetos e pesticidas.
Atualmente, no México, seguindo exemplos internacionais, buscamos ter locais de referência, definidos como aqueles que podem servir de comparação por apresentarem condições naturais ou baixíssima alteração dentro de uma bacia. Esses locais são muito úteis em estudos de classificação de riachos para estimar sua capacidade de diluição e assimilação de poluentes, estabelecer limites máximos de descarga e indicar metas de qualidade para diferentes períodos nas declarações do artigo 87 da LAN[1] bem como associá-los às condições que permitem a existência de comunidades aquáticas em estudos de fluxos ecológicos.