Nanofiltração para purificação de água
Introdução
Em geral
Nanofiltração é o processo pelo qual um fluido passa através de uma membrana semipermeável a uma determinada pressão para que se produza uma separação com base no tamanho das moléculas que podem atravessar essa membrana (entre 0,001 e 0,01 mm). Obtêm-se duas correntes do fluido de entrada: o permeado, que é o fluido que passou pela membrana e do qual foram retirados os componentes cujo peso molecular é maior que o tamanho dos poros da membrana, e o concentrado, que corresponde ao fluido que não atravessou a membrana e que concentra os componentes da corrente principal.
A técnica é aplicada principalmente na purificação de água, água potável, eliminação de substâncias orgânicas, como micropoluentes e íons multivalentes. As membranas de nanofiltração retêm moderadamente sais univalentes.
Outras aplicações da nanofiltração são:
Materiais
Os materiais, chamados MOFs, ou estruturas metal-orgânicas, e às vezes descritos como “esponjas de vidro”, já mostraram grande potencial para armazenar hidrogênio e metano. No nível molecular, os MOFs são estruturas compostas por cubos metálicos ligados entre si por feixes de compostos orgânicos, uma estrutura projetada para maximizar a área de superfície.
A Universidade de Adelaide é uma universidade pública australiana com campus universitário na cidade de Adelaide, no Sul da Austrália, e uma das melhores do mundo, por isso procura ser pioneira em vários tipos de investigação, entre as inovações que tem apresentado está uma proposta que poderá ser a resposta para ajudar a reduzir o CO e assim eliminar os seus efeitos nocivos. Um grupo de cientistas formado por membros da universidade desenvolveu um novo material com nanotecnologia para reduzir a poluição gerada por usinas movidas a combustíveis fósseis. Esse novo material serve para separar o dióxido de carbono (CO) do nitrogênio, outro dos componentes que são liberados nas usinas quando queimam carvão. Isso facilita muito a absorção do CO, evitando seu lançamento na atmosfera, o que neutralizaria um dos grandes problemas que o homem enfrenta: o efeito estufa.
Ele também possui uma qualidade ultraabsorvente chamada estrutura organometálica, que tem a capacidade de separar eficientemente o CO do nitrogênio. O material é muito parecido com uma esponja, mas em escala nanométrica e seus poros microscópicos retêm as moléculas de CO, enquanto as moléculas de nitrogênio, que são um pouco maiores, ficam do lado de fora. Existem outros métodos de absorção de CO, mas são muito caros e consomem muita energia. Este novo nanomaterial promete ser muito mais eficiente energeticamente, além de ser muito fácil de fabricar.