Coleção
A formação do patrimônio
O processo de aquisição de obras ocorreu principalmente entre 1947 e 1960. Bardi, antigo proprietário de galerias em Milão e Roma, coube à tarefa de selecionar as obras que deveriam ser adquiridas, enquanto Chateubriand foi responsável por encontrar potenciais doadores e mecenas que acreditassem em sua causa, a de dotar o Brasil de um museu internacional. Enquanto isso, muitas doações espontâneas foram feitas, pelas quais Chateubriand adquiriu reputação por usar métodos ousados de persuasão.
Apoiado pela influência dos Diários Associados, negociou com anunciantes a locação de recursos. Em seguida, premiou os doadores com o título de mecenas, comemorando cada nova aquisição com banquetes, discursos e desfiles estudantis pelas ruas de São Paulo, como ficou registrado na chegada da obra “O Aluno” de Vincent Van Gogh. No processo de obtenção de recursos também foram importantes os esforços de Eduardo Monteiro, executivo do grupo de mídia Diários Associados para as regiões Sul e Sudeste do Brasil, regiões onde conseguiria outros doadores, além daqueles que o próprio Chateubriand estava arrecadando.
O mercado de arte internacional vivia um momento favorável para quem tinha capital para adquirir obras artísticas de qualidade: havia muitas disponíveis após o fim da Segunda Guerra Mundial e o Brasil passava por um momento de prosperidade. O plano de aquisição do MASP baseou-se, portanto, na expectativa de queda de preços no mercado europeu, além das boas relações com esse mercado. As aquisições foram sempre feitas pelas mais tradicionais e conceituadas galerias europeias e norte-americanas como Knoedler, Matthiesen, Marlborough, Seligman, Daber e Wildenstein. O proprietário deste último, Georges Wildenstein, aderiu tanto ao MASP que tanto a galeria quanto o Museu são hoje dedicados a ele, assim como a Chateubriand.
Os métodos pouco ortodoxos de financiamento da formação do acervo, exercidos por Chateubriand, tiveram muitas críticas. A estes acrescentaram-se outros relacionados com o facto de o Museu ter adquirido obras sem a devida verificação de autenticidade. Esta impressão foi apoiada, entre outras circunstâncias, pelo facto de o Museu ser um dos maiores compradores do mercado internacional naquela época. Diferentemente de outros museus, cujas aquisições dependiam da aprovação de um Conselho de Curadores, o MASP decidia suas aquisições rapidamente, muitas vezes por meio de telegramas. Graças a essa agilidade, conseguiu adquirir peças importantes, muitas vezes diante de concorrentes de maior nome e maiores recursos financeiros.
No final da década de 1960, o império jornalístico de Chateubriand enfrentava grandes dificuldades, como o crescimento das dívidas nos seus sistemas de comunicação e o surgimento da concorrência de Roberto Marinho. As dificuldades financeiras dos Diários Associados refletiram-se na redução do plano de aquisições do MASP. Após a morte de Chateubriand, os recursos diminuíram de forma muito mais acentuada. Assim, após mais de uma década de grandes aquisições, o Museu passou a aumentar seu acervo apenas com doações espontâneas de artistas, empresas e colecionadores particulares.
Caracterização da coleção
O Museu de Arte de São Paulo possui o maior e mais completo acervo de arte ocidental da América Latina e do Hemisfério Sul.[1][6] Entre as mais de 8 mil obras do acervo, destaca-se a seção referente a pinturas, esculturas, desenhos), gravuras e artes decorativas europeias, do século até o presente. Juntamente com as obras italianas, as obras francesas constituem o núcleo principal da coleção, seguidas das espanholas, portuguesas, flamengas, holandesas, inglesas e alemãs. O Museu também mantém um significativo acervo de arte brasileira e de arte relacionada ao Brasil, testemunhando o desenvolvimento das artes neste país desde o século até o presente.
Já no contexto da arte ocidental, são importantes os grupos de obras referentes à América do Norte e à América Latina. Em menor escala, também estão presentes no acervo da instituição objetos relacionados à produção artística de diversos períodos de civilizações não ocidentais, como África e Ásia, e outros que se destacam pela importância arqueológica, artística e histórica, como um seleto conjunto de antiguidades egípcias, etruscas e greco-romanas, além de outros artefatos de culturas pré-colombianas e de arte medieval da Europa.
Arte italiana
O acervo de arte italiana do MASP abrange um período que vai da Idade Média ao Fauvismo de Filippo de Pissis. Do período bizantino destacam-se estatuetas de marfim (“Figura de Anjo” do século XIX) e obras de ourivesaria de temática sacra adornadas com prata e pedras preciosas. Na coleção de pinturas está representada a arte tardo-medieval, com a “Madonna” do Mestre de Bigallo e o Gótico Italiano (Maestro di San Martino alla Palma"), Paolo Serafini da Modena, Ottaviano Nelli e o Mestre de 1416).
De qualquer forma, observa-se a semelhança da coleção com a arte renascentista, onde se destacam nomes tão importantes como Andrea Mantegna - de quem o Museu tem a sua obra mais antiga conhecida, “Santo superior com a “Ressurreição de Cristo” de Rafael. A iconografia renascentista da Madona com o Menino está fortemente representada com obras de Piero di Cosimo, Giampietrino e Francesco Francia. (Retrato do Cardeal Cristóforo Madruzzo), Tintoretto, Paolo Veronese, Alessandro Allori, Girolamo Santacroce, Jacopo Bassano e Palma, o Jovem.
Os movimentos artísticos posteriores são representados de forma mais modesta na coleção, embora grandes expoentes como Carlo Saraceni, Panfilo Nuvolone, Guercino, Bartolomeo Bassante, Guido Reni, Ciro Ferri e Giuseppe Mazzuoli estejam presentes no que diz respeito ao Barroco; Giambattista Pittoni ("Dioniso e Arianna"), Alessandro Magnasco, Michele Rocca"), Pellegrini, Pompeo Batoni, Francesco Zugno e Valério Villareale, como representantes do Rococó e do Neoclassicismo. Giovanni Boldini, Eduardo de Martino, Gaetano Previati e Eduardo Dalbono são os grandes nomes da arte italiana do século XVIII, assim como Giuseppe Amisani, Amadeo Modigliani, que o Museu possui seis pinturas a óleo sobre tela, é o maior expoente do modernismo#Modernist_painting "Modernismo (arte)").
Outra importante secção da colecção italiana é um importante conjunto de 256 majólicas – cerâmicas porosas e coloridas, com revestimento transparente ou opaco decorado com reflexos metálicos – provenientes da famosa Colecção Imbert, importante colecção de majólicas que abrange o período entre os séculos XIV e XVII, abrangendo vários centros de produção como Florença, Siena, Cafaggiolo), Veneza, Faenza, Urbino, Gubbio, Deruta, etc. relevância científica pela quantidade de peças assinadas, datadas ou marcadas com brasões e brasões de proprietários importantes como os Medici ou os Piccolomini, entre outros.
Arte francesa e a Escola de Paris
A coleção de arte francesa representa o maior núcleo da coleção, é conhecida pela sua densidade e homogeneidade, especialmente no que diz respeito aos movimentos artísticos situados entre os séculos e . A produção artística referente aos períodos gótico e renascentista (século X) é representada por estatuetas e bustos de temas sacros finamente decorados com filigranas e pedras semipreciosas. Dos séculos e, dos mais raros da coleção, emergem o maneirismo de François Clouet e as composições barrocas de Nicolas Poussin e Pierre Mignard. Do primeiro destaca-se O Sacrifício a Príapo, que é acompanhado por uma Caça a Meleagro e Atalanta do Museu do Prado em Madrid. Possui também algumas tapeçarias Gobelin. Entre as obras notáveis do século XVII, de inspiração rococó, estão os quatro retratos das filhas de Luís
Entre os representantes das diversas correntes pictóricas do século, destacam-se grandes obras do Neoclassicismo de Ingres e do Romantismo de Delacroix (Alegoria das “Quatro Estações”). Corot, Daumier, Courbet e Vollon exemplificam o Realismo, assim como Harpignies, Ziem e Defaux evidenciam a Escola de Barbizon. O academicismo do século está presente nas obras de Edouard Detaille, Boyé e Chabas. Do movimento impressionista é possível apreciar um vasto acervo de obras de Manet, Degas, Cézanne, Monet e Renoir. Dos pós-impressionistas há pinturas de Gauguin, Van Gogh, Toulouse-Lautrec, Pierre Bonnard, Henri Martin, Suzanne Valadon e Édouard Vuillard.
Na coleção moderna, o Fauvismo está presente com obras de Matisse, Albert Marquet, Othon Friesz e Maurice de Vlaminck; O cubismo conta com expoentes como Fernand Léger, Crotti, André Lhote e Pablo Picasso – este último, presente com obras de diversas fases de sua carreira artística. Marcel Duchamp, Max Ernst, Joan Miró, Marc Chagall e Victor Brauner destacam o Surrealismo e o Dadaísmo, enquanto a estética expressionista se faz sentir com as composições de Chaïm Soutine, Larionov e Wols. Artistas como Marie Laurencin, Maurice Utrillo, Benatov e Renefer também merecem destaque.
No acervo de esculturas francesas, vale destaque para um grande conjunto completo de 73 bronzes de Edgar Degas – acervo raro que só pode ser apreciado em sua totalidade, além do MASP, no Metropolitan Museum de Nova York e no Musée d’Orsay de Paris. Também foram encontrados mármore Houdon, relevo de Honoré Daumier, bronzes de Rodin e Renoir e peças contemporâneas de Jacques Lipchitz, César Baldaccini e Patrick Raynaud.
Arte ibérica
No acervo do MASP, a seção referente à arte espanhola abrange um espaço de mais de oito séculos, sendo a “Virgem no Trono”, a obra mais antiga da Escola Castelhana (do séc.). É imprescindível citar “O Juízo Final”, do Mestre da Família Artés”), único representante do Renascimento Ibérico em todo o acervo. Podem ser vistas duas obras de El Greco, entre elas uma “Anunciação de São Francisco”. Entre os expoentes da chamada Idade de Ouro da pintura espanhola estão Francisco de Zurbarán, Juan Carreño de Miranda, Bartolomé Esteban Murillo e Diego Velázquez ("Retrato do Conde-Duque de Olivares"). Francisco de Goya está representado com quatro retratos de importantes figuras eclesiásticas e aristocratas da corte espanhola, bem como um conjunto de gravuras da série “Touradas”. O “Vestido do Ano 2045” de Salvador Dalí é uma das obras mais emblemáticas da coleção moderna. Entre os artistas portugueses presentes na coleção merecem destaque Sequeira, Malhoa, Souza Pinto e Columbano Bordalo Pinheiro.
Arte alemã, holandesa e flamenga
Esta parte da coleção, embora de dimensões modestas, reúne algumas joias renascentistas e maneiristas da Flandres e da Holanda. Merecem destaque obras de Hans Memling (Lamentação da Virgem), Hieronymus Bosch (Tentações de Santo Antônio), Quentin Massys, Lucas Cranach, o Velho e Hans Holbein, o Jovem. A partir do século XIX destacam-se obras paisagísticas e retratos; como o Arquiduque Albert de Rubens, o Autorretrato de Rembrandt, e valiosas obras de Van Dyck, Jacob Ruysdael, e algumas vistas de Pernambuco pintadas por Frans Post, contemporâneas ao domínio holandês sobre aquela região do Brasil, de grande interesse histórico e etnográfico. Também possui tapeçarias de flamenco. Da era moderna e contemporânea merecem destaque obras de Max Beckmann, Oskar Kokoschka, Paul Klee, Karel Appel, etc.
Arte britânica e do norte da Europa
Centra-se fundamentalmente no retrato britânico do século XX, com artistas como Joshua Reynolds, Thomas Gainsborough, Thomas Lawrence, George Romney "George Romney (pintor)"), Henry Raeburn, etc. Do período romântico destaca-se Turner, com O Castelo de Carnavon. Da modernidade e contemporaneidade destacam-se o escultor Henry Moore, Peter Blake “Peter Blake (artista)”) e, como curiosidade, uma pintura de Winston Churchill.
Arte brasileira
Embora seja um museu especializado na história da arte universal, o acervo do MASP preserva momentos de grande intensidade nas artes do Brasil, desde os registros pictóricos de Frans Post no século XIX, passando pela estatuária barroca de Aleijadinho, até as mais recentes manifestações artísticas contemporâneas. Do século XVIII, destacam-se Facchinetti"), Vítor Meireles") (Moema), Pedro Américo, Almeida Júnior (Mulher com Livro), João Batista Castagneto"), Benedito Calixto, Pedro Weingärtner, Rodolfo Amoedo, Henrique Bernardelli, Belmiro de Almeida"), Alfred Andersen"), Pedro Alexandrino"), Antônio Parreiras, João Batista da Costa, Eliseu Visconti, Oscar Pereira da Silva e Artur Timótheo da Costa"). Do período modernista o museu preserva registros importantes dos principais artistas e períodos como Ernesto De Fiori, Vicente do Rego Monteiro"), John Graz"), Lasar Segall, Oswaldo Goeldi"), Guignard"), Anita Malfatti (O Estudante), Alfredo Volpi, Brecheret"), Bruno Giorgi, Di Cavalcanti ("Cinco Moças de Guaratinguetá"), Flávio de Carvalho e um grande conjunto de obras de Cândido Portinari (a série "Bíblica e Retirantes", "El Labrador de Café" e vários retratos). Também estarão presentes Samson Flexor"), Pancetti"), Tomie Ohtake, Arcângelo Ianelli") e Manabu Mabe, entre outros.
Arte das Américas
Na seção referente à arte das Américas, vale ressaltar a existência de um pequeno núcleo de peças pré-colombianas, algumas de primeira ordem como um “Busto de Mulher” (c. 500 d.C.), da Cultura Chone (Equador) e uma “Cabeça de Animal”, realizada em “Honduras” entre 700 e 1100 d.C. Além disso, existem outras obras representativas das diferentes correntes latino-americanas, como a pintura equatoriana da Madonna do século e o retrato da Sra. Franck Rolleston, pintura acadêmica do renomado artista norte-americano Gilbert Stuart. Contudo, a maior parte do acervo permite vislumbrar aspectos importantes da produção modernista latino-americana com obras do uruguaio Joaquín Torres-García), dos muralistas mexicanos Diego Rivera e David Alfaro Siqueiros, e da contemporânea Mari Carmen Hernandéz (Meta). Traub, Christian Haub, Rinaldo Fratolillo, Thom Somervilles, entre outros.
Arqueologia
O MASP possui um acervo de antiguidades egípcias, gregas, itálicas e romanas que se destaca no Brasil pela qualidade e raridade. São objetos das civilizações mais importantes que floresceram no Mediterrâneo oriental e ocidental. A maior parte destas peças provém da doação de Lina Bo" e Pietro María Bardi"), feita ao Museu em 1976. A coleção egípcia é composta por peças datadas do Antigo Império (2575 a.C.) e da Época Romana (50 d.C.). A parte essencial do conjunto é constituída por objetos religiosos de temáticas diversas como estatuetas divinas (Deus Thoth, Hórus, Osíris, etc.), fragmentos de pinturas tumulares, amuletos, ushabtis (figuras mumiformes) e estelas votivas. Destaca-se especialmente a peça Infante Ísis com Hórus, estatueta de bronze do período ptolomaico (332 – 31 a.C.).
Entre os objetos representativos das culturas clássicas destaca-se um conjunto de 19 recipientes cerâmicos provenientes da Grécia, Magna Grécia, Etrúria e Roma, datados do século VII a.C.. C. e II a. C., além de estatuetas de terracota (Tanagras), bronzes itálicos e romanos (22 peças entre ornamentos, armas e objetos do cotidiano), enocos e cristais romanos, todos produzidos entre o século VIII a.C.. C. e eu d. C. Além do acima exposto, merecem destaque dois exemplos excepcionais de Arte Grega (“Estátua da Deusa Hygeia”, século IV a.C.) e Arte Romana”) (Sarcófago, 140-200 d.C.).
Arte africana
O MASP possui um importante acervo de peças africanas de uso ritual e cotidiano que se destaca pela qualidade artística. São, na sua maioria, objetos cerimoniais utilizados nas sociedades tribais do centro-oeste de África, localizadas em países como Mali, Serra Leoa, Guiné, Burkina Faso, Libéria, Costa do Marfim, Nigéria (Nação Yorubá), Camarões, Gabão e República Democrática do Congo. Em 1995, o acervo do Museu foi enriquecido notavelmente graças à doação de 35 peças pelo Banco de Boston. Outro núcleo de obras de arte africana foi incorporado pela doação ao Museu, na década de 1980, da Coleção William Daghlian, que aumentou o corpus do acervo com peças artesanais e objetos de culto confeccionados por etnias do Congo e de Gana (Nação Ashanti).
Arte asiática
O acervo de arte asiática do MASP, embora numericamente pequeno, abrange um amplo período histórico que vai do século a.C. C. até . As escolas chinesas, japonesas e hindus estão representadas principalmente. A maior parte das peças vem da doação de William Daghlian na década de 1980.
No que diz respeito à arte chinesa, merece destaque uma bela estatueta de uma “Dançarina” da Dinastia Han (206 a.C. - 220 d.C.), bem como outras quatro peças datadas da Dinastia Tang (618 - 907 d.C.): dois guerreiros e dois pequenos cavalos, todos moldados em terracota. Na secção referente à Arte Japonesa") predominam pinturas e desenhos em vários suportes, como um "Retrato do poeta Hitomaro" de um pintor da Escola Kanō (século XIX), um desenho sobre papel e outras pinturas que representam os seguidores da divindade Fudo Myo-o, datadas do século XIX. A Arte da Índia está presente com estatuetas de pedra e estuque representando divindades budistas e hindus. Um "Buda de Gandara" (1.º século), uma "Cabeça de Bhairava" (século X) e uma magnífica representação de "Gada-Devi", do Período Pala Tardio (século XVII)
Fotografia
O MASP preserva em seu acervo um acervo de aproximadamente 900 fotografias de 245 autores consagrados no meio artístico brasileiro. Provêm de um projeto desenvolvido desde 1990, em conjunto entre o Museu e a Pirelli S.A.. Sua relevância deve-se aos múltiplos aspectos histórico-sociais, estéticos e formais. Entre os fotógrafos presentes no acervo, merecem destaque Sebastião Salgado, Pierre Verger, Araquém Alcântara, Nair Benedicto, Adenor Gondim, Flavya Mutran, Juca Martins, Klaus Mitteldorf e Arthur Omar, entre outros.
Moda e roupas
Por iniciativa de Pietro María Bardi, há no Museu uma coleção de 140 vestidos apresentados nos desfiles da Rhodia. O projeto realizado entre o final dos anos 60 e início dos anos 70 foi pioneiro e reuniu pela primeira vez artistas, designers de moda e a indústria têxtil. Os desfiles aconteceram em diversas cidades do Brasil e foram resultado final da interação de artistas como Roberto Sambonet, Francisco Brenand, Aldemir Martins, Carlos Vergara, Manabu Mabe, Hercules Barsotti, Wyllis de Castro entre outros, que participaram criando estampas de tecidos com temática nacional e contemporânea, além de designers famosos da época como Ugo Castellana, Alceu Penna e Dener Pamplona de Abreu.
Biblioteca
A Biblioteca e Centro de Documentação do MASP tem por finalidade armazenar, preservar, organizar e divulgar todo o material bibliográfico, iconográfico e histórico existente na Instituição. O valioso acervo especializado em artes plásticas, arquitetura, história da arte, design, fotografia e eventos afins é composto por aproximadamente 60 mil volumes entre livros (alguns raros), catálogos de exposições, teses e boletins museológicos. É a principal fonte de pesquisa de São Paulo para o estudo da história da arte e uma das maiores bibliotecas do país especializada em história da arte. Entre os livros raros estão joias como "Trattato della Pittura" de Leonardo da Vinci (1792), "Le Fabbriche e I Disegni" de Andrea Palladio (1796), "Vita Del Cavaliere Gio. Lorenzo Bernino" (1682) e "Ragionamenti Del Sig. Cavaliere Giorgio Vasari" (1588), entre outros.