Método do Caminho Crítico (CPM)
Introdução
Em geral
O método do caminho crítico (também, método do caminho crítico) é um algoritmo usado para calcular tempos e prazos no planejamento de projetos.[1]
Este sistema de cálculo, conhecido pela sigla CPM (Critical Path Method), foi desenvolvido em 1957, nos Estados Unidos da América, por um centro de investigação operacional das empresas Dupont e Remington Rand, procurando o controlo e otimização dos custos através de um adequado planeamento e programação das atividades componentes do projeto. Outro projeto importante da época, o projeto do míssil "Polaris", levou em 1958 à criação de um dos métodos de programação de caminho crítico, conhecido como PERT (Program Evaluation and Review Technique).[2].
Na administração e gerenciamento de projetos, um caminho crítico é a sequência dos elementos terminais da rede do projeto com maior duração entre eles, determinando o menor tempo em que é possível concluir o projeto. A duração do caminho crítico determina a duração de todo o projeto. Qualquer atraso em um elemento do caminho crítico afeta a data planejada de conclusão do projeto, e diz-se que não há folga no caminho crítico.
Um projeto pode ter vários caminhos críticos paralelos. Um caminho paralelo adicional através da rede com duração total próxima à do caminho crítico, embora necessariamente mais curto, é chamado de caminho subcrítico.
Originalmente, o método do caminho crítico considerava apenas dependências entre elementos terminais. Um conceito relacionado é a cadeia crítica, que adiciona dependências de recursos. Cada recurso depende do gestor no momento onde ocorre o caminho crítico.
Ao contrário da técnica de avaliação e revisão de programas (PERT), o método do caminho crítico utiliza tempos determinísticos, enquanto o PERT utiliza tempos probabilísticos a partir de três estimativas. Porém, o desenvolvimento de um projeto baseado em redes CPM e PERT são semelhantes e consistem em:
Em termos práticos, o caminho crítico é interpretado como a dimensão máxima que o projeto pode durar e as diferenças com os outros caminhos que não o caminho crítico são chamadas de tempos ociosos.
Referências
- [1] ↑ Kelley, James. Critical Path Planning and Scheduling: Mathematical Basis. Operations Research, Vol. 9, No. 3, May–June, 1961.
- [2] ↑ Munier, Nolberto J (1966). Munier, Nolberto J, ed. PERT CPM Y TÉCNICAS RELACIONADAS. DEL AUTOR. p. 178.