Manutenção de emissários subaquáticos
Introdução
Em geral
Um emissário subaquático é uma conduta fechada para o transporte de águas residuais parcialmente tratadas desde a área de tratamento localizada em terra até à área de descarga geralmente localizada no mar a uma certa distância e profundidade para facilitar uma diluição inicial rápida, elevada e eficiente para que a referida descarga não represente um risco para a saúde ou tenha efeitos nocivos no ecossistema local.
A definição anterior pode ser estendida a dutos cujas áreas de descarga estejam localizadas em rios e lagos, embora seja verdade que estes são menos comuns e eficientes que os anteriores.
Dentro do grupo de águas residuais podemos incluir aquelas provenientes de um processo industrial, como água de resfriamento, salmoura, etc., e aquelas derivadas de um processo urbano ou doméstico, como esgoto, água pluvial, etc.
As aplicações mais comuns de emissários e emissários subaquáticos são:
· Em usinas de dessalinização para captação de água e descarga de salmoura.
· Em coletores de água purificada para descarte de água tratada.
· Nas pisciculturas, são feitos emissários para coletar água com nutrientes para reprodução e emissários para descarga.
· Para consumo de água são realizadas apenas captações subaquáticas.
· Como drenos de fundo em barragens para manter fluxos ecológicos e como elementos de emergência.
· Em sistemas de resfriamento, são usados sistemas de admissão e descarga.
· Os emissários submarinos para oleodutos ou gasodutos são o trecho de ligação terra-mar entre a condução subaquática e terrestre. Portanto, a direção do fluido pode ser entrada e/ou descarga.
A construção de um emissário subaquático envolve geralmente a combinação de dois ou mais processos construtivos que variam consoante o tipo de instalação a realizar, podendo ser, através da instalação em vala, colocação da conduta diretamente no leito do mar, lago ou rio e/ou, mais recentemente utilizada, através de tecnologias sem valas.
Dentro das tecnologias sem valas destacam-se quatro métodos de instalação, cuja escolha dependerá do tipo de revestimento e das características da tubulação a ser instalada:
· – Pipe jacking ou microtúnel. As máquinas de perfuração de túneis associadas à condução de tubos/microtúneis são geralmente do tipo hydroshield. A instalação é realizada empurrando a tubulação desde o poço de ataque ou lançamento por meio de sistema de impulso hidráulico até chegar ao poço de recepção ou ponto de resgate do TBM. É a metodologia mais versátil já que a gama de diâmetros é muito mais ampla que nos restantes métodos de instalação, desde diâmetros pequenos (600-800 mm) até diâmetros grandes (3.000-3.500 mm).