O trabalho que você faz
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El geofísico realiza un trabajo que podría considerarse de gran interés por dos motivos principales: por un lado, porque con su trabajo contribuye a la investigación de lo que está oculto y, por otro, porque su aportación es muy útil para numerosos especialistas en la materia, es decir, que tiene una contribución multidisciplinar.
Una vez realizadas estas dos indicaciones que permiten evaluar de forma muy generalista el trabajo del geofísico, conviene concretar el tipo de tareas que lleva a cabo para poder conocer mejor su labor técnica y científica. El grueso de este trabajo consiste en la implantación de diferentes dispositivos sobre el terreno para, una vez obtenidas las lecturas pertinentes, procesar la información de estos datos e interpretarlos con el fin de aportar algo de «luz» al «oscuro» ambiente que es el subsuelo. Pero, como antes se ha indicado, esto es solamente una de las etapas, la correspondiente a la adquisición y procesado que, ni mucho menos, se presentan de forma aislada sino acompañada de otras etapas. En mayor o en menor medida, todas ellas contribuyen al trabajo final del geofísico y todas ellas son importantes.
Ordenadas de forma cronológica todas estas etapas, quedarían relacionadas de la siguiente manera:.
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- Obtención de información sobre la zona de trabajo.
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- Selección del método geofísico más adecuado.
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- Campaña de adquisición de datos del subsuelo.
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- Procesado de los datos adquiridos.
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- Integración de toda la información e interpretación de los resultados.
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- Redacción del informe final.
1. Informações sobre a área de trabalho
Esta fase constitui, logicamente, a primeira de todas e é aquela em que o geofísico investiga as “bases de dados” de uma determinada área com o propósito de obter um primeiro conhecimento das características da área onde o trabalho deverá ser realizado. Estas características que devem ser conhecidas são muito variadas e podem ser diferenciadas em características logísticas e geológicas.
Do ponto de vista logístico, o geofísico nunca deve descurar o trabalho de reconhecimento geral da área que pretende investigar, ou seja, saber se existem pontos de acesso e como são; veja se o terreno é íngreme ou praticável; Veja se existe vegetação que impeça a colocação dos dispositivos ou se essa vegetação está dispersa o suficiente para poder circular entre eles.
Do ponto de vista geológico, o geofísico tem um trabalho muito importante: tentar saber quais são as principais feições geológicas da área de estudo, pois é muito importante saber em que faixa de profundidade o alvo está localizado, se há fraturamento ou outra série de aspectos que devem ser levados em consideração na hora de propor os dispositivos, como a direção preferida deste fraturamento bem como estratificação e dobramento. Para tal, a compilação da documentação existente deve ser tão exaustiva quanto possível. Esta fase pode demorar algum tempo, mas não há dúvida de que a informação que conseguir fornecer irá ajudar tanto que a duração desta primeira fase não deverá ser uma preocupação se se prolongar por muito tempo. Logicamente, uma vez recolhido tudo o que é necessário, deve ser feita uma análise de toda essa informação.
2. Seleção do método geofísico
Consiste em selecionar o método ou métodos geofísicos considerados mais adequados para cobrir o objetivo. O mais lógico e comum é que esta fase do trabalho possa ser realizada mas, muitas vezes, o método prospectivo é solicitado pelo cliente o que implica uma vantagem e uma desvantagem. A vantagem se deve ao fato de você não precisar dedicar tempo a esta fase, pois ela já está coberta pelo cliente, pois é ele quem propõe ou solicita diretamente o tipo de pesquisa que deseja para cobrir o objetivo. A desvantagem, porém, reside na dificuldade ou impossibilidade de alterar o método solicitado por outro método geofísico diferente que melhor se adapte às necessidades do objetivo ou às características da área de trabalho.
Em qualquer caso, convém ao geofísico analisar as características do objetivo perseguido e determinar qual o método ou métodos mais adequados para o atingir, quer pelo tipo de objetivo, quer pela profundidade a que se espera encontrá-lo, quer pelas suas dimensões, ou ainda pelo orçamento disponível para a realização da obra.
3. Campanha de aquisição de dados
Esta etapa pode ser considerada a mais importante por ser o momento em que o geofísico procede à obtenção dos dados de campo que, após processamento, permitirão informações sobre as características do subsolo. Para realizar esta campanha de aquisição de dados no terreno, o geofísico deve realizar uma série de tarefas complementares, conforme for o caso, por vezes solicitando e gerindo as licenças necessárias para poder realizar os trabalhos na área de estudo. Mesmo que sejam simplesmente autorizações de passagem, em inúmeras ocasiões o geofísico tem que notificar sua intenção de realizar uma série de obras para evitar proibições à execução de medidas que, com os equipamentos deslocados e até mesmo os dispositivos implantados em campo, às vezes o geofísico é obrigado a cumprir. Se for propriedade privada, você precisará discutir suas intenções com o proprietário; Se forem públicos, com envolvimento da Câmara Municipal. Se se tratar de passagem ou cruzamento de estradas, por vezes é necessário notificar a Câmara Municipal, a Câmara Municipal ou a Comunidade Autónoma competente. Em suma, os procedimentos administrativos não fogem ao escopo de trabalho de um geofísico.
Outra das etapas complementares, mas que também deve ser realizada previamente aos trabalhos de aquisição de dados, é a limpeza da vegetação rasteira que, por vezes muito densa, cobre as áreas onde devem ser realizadas as medições, para o que será necessário abrir passagens com dimensões suficientes para permitir a passagem de pessoal e equipamentos.
A terceira atividade que o geofísico deve estar ciente de que deve realizar de forma complementar é a sinalização do trabalho realizado em campo. Embora existam atualmente uma série de ferramentas que facilitam esta tarefa, muitas vezes é aconselhável marcar também as medidas efetuadas (pontos de medição, inícios e fins dos perfis, etc.) diretamente no solo, como é o caso das marcações com tinta refletiva e biodegradável, bem como com fita adesiva de construção. As ferramentas anteriormente indicadas que facilitam a sinalização do estado da obra são, por exemplo, receptores portáteis de sinais GPS para obter as coordenadas mais ou menos exatas dos pontos medidos. Também é possível indicá-lo em mapas de diversas escalas e, o que costuma ser mais interessante, em fotografias aéreas.
Sinalizar o mais exaustivamente possível o posicionamento do trabalho realizado é, portanto, tarefa fundamental do geofísico, enquanto bons dados e bons resultados não teriam valor se não fossem corretamente referenciados.
Em relação à medição de dados em campo propriamente dita, que constitui a principal atividade do geofísico nesta fase do estudo, uma série de facetas importantes devem ser destacadas como a calibração dos dispositivos, a implementação dos dispositivos, medição e verificação. É lógico pensar que, para obter boas medições em campo, ou seja, medições coerentes e reais, os dispositivos de registro devem ser calibrados, atividade que deve ser feita regularmente para manter os sensores de acordo com os requisitos técnicos do fabricante.
4. Processamento de dados
Nessa etapa, o geofísico costuma levar ao campo um laptop para realizar um primeiro processamento e verificar, numa primeira inspeção, se os dados registrados são de boa qualidade ou sofreram algum tipo de alteração que tenha ocasionado a obtenção de arquivos aparentemente errôneos. Neste caso, este primeiro processamento consiste na verdade em uma revisão da qualidade dos dados geofísicos obtidos. Uma vez confirmada a aceitação dos arquivos, o geofísico os arquivará para posterior tratamento no escritório, que constitui o processamento final.
Este processamento requer a aplicação de diferentes programas informáticos (actualmente é impensável a actividade manual de processamento de dados, fase que antes demorava muito devido à necessidade de comparar os dados com tabelas, gráficos, etc.). Esses programas costumam ser específicos para cada dispositivo ou, às vezes, para uma aplicação mais geral. Em qualquer caso, o geofísico estará familiarizado com estes programas para poder aproveitar ao máximo os dados obtidos.
5. Integração de todas as informações e interpretação dos resultados
Interpretação, isto é, a formulação da resposta ao problema colocado. Para tal, o documento geofísico deverá ser convertido num documento com expressão geológica, pelo que nesta fase é mais uma vez essencial o contributo de especialistas no tema geológico contemplado, que em conjunto com o geofísico poderão realizar a melhor interpretação dos resultados; Deve-se levar em conta que os instrumentos geofísicos medem magnitudes relacionadas às propriedades físicas das rochas, mas não sabem nada sobre litologia, estratigrafia, tectônica, etc., o que é ou não possível no local das medições. O processamento e a interpretação de dados muitas vezes formam um casal inseparável; O processo pode fornecer diversas soluções compatíveis do ponto de vista físico-matemático com as medições realizadas, devendo ser dada maior prioridade na escolha à viabilidade geológica da interpretação do que ao menor erro numérico do processo. Vale lembrar que os computadores não realizam interpretações, e essa atividade atualmente é reservada ao cérebro humano. Em qualquer caso, o termo interpretação já implica a sua natureza subjetiva.
6. Redação do relatório final
A tarefa de redigir o relatório final não deve ser considerada a menos importante, pois o geofísico deve ter facilidade suficiente para poder expressar o trabalho realizado, descrever a metodologia utilizada, desenvolver o capítulo correspondente aos resultados obtidos e expressar de forma clara e concisa as conclusões alcançadas para estabelecer as recomendações pertinentes.
Tudo isso por si só parece óbvio, mas é importante que o geofísico se esforce para cuidar tanto da redação quanto da apresentação dos resultados. Para compreender e avaliar estas indicações, basta não esquecer que a redação do relatório final constitui a apresentação de todo o trabalho realizado nas fases anteriores.
Dentre todo esse conjunto de atividades realizadas pelo geofísico seria injusto não incluir outro trabalho que é realizado em maior ou menor grau e que é a atividade comercial. Ele é o técnico que melhor sabe o que faz, como faz e por que faz e, portanto, é o técnico que melhor poderá “vender” o seu produto. A prospecção geofísica goza de boa opinião de muitos profissionais, mas, ao mesmo tempo, sofre de falta de conhecimento, de “má reputação” e até de desprezo por parte de muitos. É uma tarefa de grande importância dar a conhecer a existência da prospecção geofísica e as possibilidades que oferece, bem como as suas vantagens e desvantagens.