Interoperabilidade (Software)
Introdução
Em geral
O Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos (IEEE) define interoperabilidade como a capacidade de dois ou mais sistemas ou componentes de trocar informações e usar as informações trocadas.[1].
Para além da perspectiva tecnológica, a interoperabilidade é atualmente entendida como um conceito mais amplo com um conjunto de dimensões diferenciadas. Neste sentido, o Marco Ibero-Americano de Interoperabilidade[2] inclui para o domínio da administração eletrónica uma das definições mais completas atualmente existentes em linha com a definição dada pela Comissão Europeia, definindo interoperabilidade como “a capacidade de organizações e sistemas díspares e diversos interagirem com objetivos consensuais e comuns e com o objetivo de obter benefícios mútuos”. A interação envolve as organizações envolvidas compartilhando informações e conhecimentos através de seus processos de negócios, por meio da troca de dados entre seus respectivos sistemas de tecnologia de informação e comunicação.
Na Administração
O domínio da administração eletrónica tem dado grande relevância à interoperabilidade e tem promovido estudos científicos que atualmente destacam outras dimensões acima da dimensão técnica da interoperabilidade.[3] É precisamente neste contexto que a interoperabilidade se impõe atualmente como um dos elementos-chave para a administração eletrónica, refletido em Espanha através do Esquema Nacional de Interoperabilidade (ENI).[4].
Além de falar sobre a governação da interoperabilidade, a interoperabilidade é atualmente reconhecida como tendo pelo menos três dimensões distintas:
No setor de transportes
No mundo dos transportes existem iniciativas que promovem a interoperabilidade dos sistemas ferroviários. Um caso notável é a diretiva europeia 96/48/CE relativa à interoperabilidade do Sistema Ferroviário Transeuropeu de Alta Velocidade. Esta directiva define interoperabilidade como a “capacidade de permitir a circulação segura e ininterrupta de comboios de alta velocidade, ao mesmo tempo que cumprem desempenhos específicos”. O seu objectivo é eliminar as diferenças regulamentares, técnicas e operacionais que actualmente dificultam grandemente a livre circulação de comboios através das fronteiras transeuropeias.