Internacionalização
Introdução
Em geral
Internacionalização produtiva é o processo de expansão internacional do capital “Capital (economia)”). É o resultado da característica fundamental do capital, a sua tendência para se expandir ou reproduzir para obter mais capital. A internacionalização produtiva se realiza com a decomposição e difusão internacional dos processos produtivos, o trabalho das grandes empresas transnacionais, ou seja, a divisão em diferentes países dos processos produtivos de uma empresa para reduzir custos, ganhar participação de mercado, ter melhores abastecimentos ou melhores políticas estatais em favor das empresas transnacionais.
Este processo teve e tem grande impacto na economia mundial e foi o que conseguiu estruturar essa economia através da fragmentação das cadeias produtivas, tal como a conhecemos atualmente.[1].
Origens
Podemos enquadrar a internacionalização naquela parte da história da humanidade e no nosso caso na história económica, que não tem uma origem clara e simples, nem uma data específica em que se possa dizer que é o seu início. Sua origem pode ser especificada, da forma mais aproximada, na segunda metade do século.
Quando as grandes empresas dos países industrializados se propuseram a controlar os depósitos de matérias-primas, existentes em outros países, dos quais eram clientes. Desta forma, tornaram-se proprietários dos seus próprios depósitos de matéria-prima e, assim, reduziram custos. Graças a este facto teve início a industrialização, fenómeno que revolucionou a economia mundial. Este modelo primitivo de internacionalização produtiva era muito simples, pois as empresas só se internacionalizavam para obter matérias-primas a custos mais baixos. Posteriormente, as empresas transferiram a sua produção para países estrangeiros para obter acesso a mercados estrangeiros sem terem de passar por tarifas ou medidas protecionistas que as impedissem de manter relações comerciais fluidas com esse mercado.
Uma grande causa da proliferação da internacionalização produtiva foi a criação de empresas que possuíam grande quantidade de capital líquido e precisavam investir para converter essa liquidez em aumento de produção ou, em outras palavras, dependendo da condição de existência do capital, para se reproduzir. E talvez vendo que essas novas corporações eram muito lucrativas, os pequenos investidores também começaram a colocar suas poupanças na bolsa, mas essas empresas logo viram um muro em seus investimentos e foi a falta de demanda e o excesso de liquidez já que não conseguiam encontrar lugares para investir essa quantidade desproporcional de dinheiro que tinham. Desta forma e graças a estas causas, em 1929 ocorreu o maior desastre bolsista da história, o crash de 1929.