Interculturalidade refere-se tanto à ideologia quanto à prática de processos de comunicação e interação entre pessoas ou grupos com identidades culturais diferentes, nos quais não se estabelece uma hierarquia entre uma cultura ou outra.[1] É um conceito que pressupõe um intercâmbio flexível, não dogmático, respeitoso e aberto na adaptação.[2].
Conceito
O conceito de interculturalidade visa descrever a interação entre diversas culturas de forma horizontal e sinérgica. Isto significa que nenhum dos grupos sociais que estabelecem contacto intercultural está acima de outro, em condições de supremacia em relação ao outro, como condição que favorece a integração e a convivência harmoniosa de todos os indivíduos. A perspectiva intercultural envolve o respeito pela diversidade e a resolução respeitosa de conflitos através do diálogo e da consulta.
A sua utilização está sujeita a outros conceitos visíveis e variáveis como: cultura, diversidade, hegemonia cultural, política e economia de países e regiões. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios comunicativos como a diversidade linguística e linguística, bem como obstáculos relacionados com políticas integrativas e integracionistas dos Estados, hierarquias sociais, sistemas económicos excludentes, hegemonias ideológicas impostas através da discriminação e da acção política que mina as identidades nacionais, bem como diferentes níveis de ignorância entre grupos culturais dos mecanismos sociais e políticos para garantir os seus direitos e dignidade.
Usos do termo
A noção de interculturalidade difere do multiculturalismo e do pluralismo cultural pela sua intenção crítica e pela sua ação proativa no diálogo e na aproximação em condições de igualdade entre culturas. As características do termo permitem que seja utilizado tanto de forma descritiva (para explicar factos que existem na realidade) como prescritivamente (como uma noção normativa, cujo objectivo é tornar as sociedades contemporâneas mais conscientes das suas diversidades internas, e mais inclusivas e simétricas em relação à diversidade cultural que contêm).[3] Para que a interculturalidade seja eficaz, é necessário que sejam atendidas atitudes básicas, como a visão dinâmica das culturas, a convicção de que são possíveis vínculos estreitos e horizontais através da comunicação e a formação de uma cidadania ampla onde existam direitos iguais.
Integração cultural
Introdução
Em geral
Interculturalidade refere-se tanto à ideologia quanto à prática de processos de comunicação e interação entre pessoas ou grupos com identidades culturais diferentes, nos quais não se estabelece uma hierarquia entre uma cultura ou outra.[1] É um conceito que pressupõe um intercâmbio flexível, não dogmático, respeitoso e aberto na adaptação.[2].
Conceito
O conceito de interculturalidade visa descrever a interação entre diversas culturas de forma horizontal e sinérgica. Isto significa que nenhum dos grupos sociais que estabelecem contacto intercultural está acima de outro, em condições de supremacia em relação ao outro, como condição que favorece a integração e a convivência harmoniosa de todos os indivíduos. A perspectiva intercultural envolve o respeito pela diversidade e a resolução respeitosa de conflitos através do diálogo e da consulta.
A sua utilização está sujeita a outros conceitos visíveis e variáveis como: cultura, diversidade, hegemonia cultural, política e economia de países e regiões. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios comunicativos como a diversidade linguística e linguística, bem como obstáculos relacionados com políticas integrativas e integracionistas dos Estados, hierarquias sociais, sistemas económicos excludentes, hegemonias ideológicas impostas através da discriminação e da acção política que mina as identidades nacionais, bem como diferentes níveis de ignorância entre grupos culturais dos mecanismos sociais e políticos para garantir os seus direitos e dignidade.
Usos do termo
A noção de interculturalidade difere do multiculturalismo e do pluralismo cultural pela sua intenção crítica e pela sua ação proativa no diálogo e na aproximação em condições de igualdade entre culturas. As características do termo permitem que seja utilizado tanto de forma descritiva (para explicar factos que existem na realidade) como prescritivamente (como uma noção normativa, cujo objectivo é tornar as sociedades contemporâneas mais conscientes das suas diversidades internas, e mais inclusivas e simétricas em relação à diversidade cultural que contêm).[3] Para que a interculturalidade seja eficaz, é necessário que sejam atendidas atitudes básicas, como a visão dinâmica das culturas, a convicção de que são possíveis vínculos estreitos e horizontais através da comunicação e a formação de uma cidadania ampla onde existam direitos iguais.
Os estudos interculturais são aplicados no campo da educação, na promoção dos direitos humanos, na relação com grupos étnicos, na perspectiva de género, no marketing e na concepção de políticas públicas em países e regiões onde existe diversidade cultural, embora o seu potencial de aplicação possa tocar quase todas as áreas da actividade actual de desenvolvimento humano. Segundo Almaguer, Vargas e García (2009),[4] a interculturalidade é um processo de gestão da cidadania do século e tem antecedentes nos modelos de comunicação de massa dos Estados Unidos da década de 1950, além das teorias de comunicação intercultural, desenvolvidas por pesquisadores como Miquel Rodrigo Alsina), na Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha. lutas, como as propostas e estratégias dos povos Mapuche no Chile e das populações indígenas na Bolívia, Peru, Colômbia e Equador, bem como os modelos autônomos da RAAN e da RAAS na Costa Atlântica da Nicarágua, que foram propostos por estudiosos como Myrna Cunningham e Alta Hooker").
Referências
[1] ↑ Barabas, Alicia M. (1 de diciembre de 2014). «Multiculturalismo, pluralismo cultural y interculturalidad en el contexto de América Latina: la presencia de los pueblos originarios». Configurações. Revista Ciências Sociais (14): 11-24. ISSN 1646-5075. doi:10.4000/configuracoes.2219. Consultado el 25 de octubre de 2024.: https://journals.openedition.org/configuracoes/2219
[4] ↑ Almaguer González, J. Alejandro; Vargas Vite Vicente y García Ramírez, Hernán Coords. (2009). "Interculturalidad en Salud" México, UNAM, 2a. edición, ISBM 978-607-460. 3a.edición, Biblioteca Mexicana del Conocimiento. Programa editorial del Gobierno de la República. México, octubre de 2014.ISBN: 978-607-460-463-4. https://www.gob.mx/cms/uploads/attachment/file/380452/Libro_InterculturalidadSalud.pdf.: https://www.gob.mx/cms/uploads/attachment/file/380452/Libro_InterculturalidadSalud.pdf
Os estudos interculturais são aplicados no campo da educação, na promoção dos direitos humanos, na relação com grupos étnicos, na perspectiva de género, no marketing e na concepção de políticas públicas em países e regiões onde existe diversidade cultural, embora o seu potencial de aplicação possa tocar quase todas as áreas da actividade actual de desenvolvimento humano. Segundo Almaguer, Vargas e García (2009),[4] a interculturalidade é um processo de gestão da cidadania do século e tem antecedentes nos modelos de comunicação de massa dos Estados Unidos da década de 1950, além das teorias de comunicação intercultural, desenvolvidas por pesquisadores como Miquel Rodrigo Alsina), na Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha. lutas, como as propostas e estratégias dos povos Mapuche no Chile e das populações indígenas na Bolívia, Peru, Colômbia e Equador, bem como os modelos autônomos da RAAN e da RAAS na Costa Atlântica da Nicarágua, que foram propostos por estudiosos como Myrna Cunningham e Alta Hooker").
Referências
[1] ↑ Barabas, Alicia M. (1 de diciembre de 2014). «Multiculturalismo, pluralismo cultural y interculturalidad en el contexto de América Latina: la presencia de los pueblos originarios». Configurações. Revista Ciências Sociais (14): 11-24. ISSN 1646-5075. doi:10.4000/configuracoes.2219. Consultado el 25 de octubre de 2024.: https://journals.openedition.org/configuracoes/2219
[4] ↑ Almaguer González, J. Alejandro; Vargas Vite Vicente y García Ramírez, Hernán Coords. (2009). "Interculturalidad en Salud" México, UNAM, 2a. edición, ISBM 978-607-460. 3a.edición, Biblioteca Mexicana del Conocimiento. Programa editorial del Gobierno de la República. México, octubre de 2014.ISBN: 978-607-460-463-4. https://www.gob.mx/cms/uploads/attachment/file/380452/Libro_InterculturalidadSalud.pdf.: https://www.gob.mx/cms/uploads/attachment/file/380452/Libro_InterculturalidadSalud.pdf