Inspeção técnica de acessibilidade
Introdução
Em geral
No campo da arquitetura e do planejamento urbano, barreira arquitetônica são chamados aqueles obstáculos físicos que impedem pessoas com mobilidade reduzida (PMR) ou diferentes habilidades de alcançar, acessar ou se movimentar através de um espaço urbano, um edifício ou parte dele. Este é o tipo de barreira de acessibilidade mais conhecido, pois está presente no ambiente físico e é o que fica mais evidente para a sociedade. As barreiras arquitetónicas não só dificultam ou impedem a livre mobilidade das pessoas com deficiência, mas também de outros grupos, como os idosos, as pessoas convalescentes ou as mulheres grávidas.
Por exemplo, os meios-fios das calçadas são barreiras arquitetônicas, pois impedem que pessoas em cadeiras de rodas se movimentem facilmente pelas cidades. O mesmo acontece com as escadas sem percurso alternativo através de rampas ou elevadores. Existem outros tipos de barreiras, como calçadas excessivamente estreitas ou mobiliário urbano disposto de forma a dificultar a mobilidade.
Barreiras arquitetônicas por país
Em Espanha, a Lei Geral sobre os direitos das pessoas com deficiência e a sua inclusão social (
O Real Decreto Legislativo 1/2013, de 29 de novembro, que reformula uma lei de 2003) estabelece a obrigação de eliminar barreiras arquitetónicas no ambiente urbano, edifícios e transportes públicos até 2017, desde que as obras necessárias sejam “ajustamentos razoáveis”.[1].
Desde 2008, a violação das normas de acessibilidade ou de igualdade de oportunidades pode resultar em multas até um milhão de euros.[2] As pessoas com deficiência, os seus familiares e representantes legais, bem como as organizações e associações representativas a que pertencem, podem denunciar tais violações às Inspeções Provinciais do Trabalho e da Segurança Social, aos Tribunais de Serviço e ao Gabinete de Reclamações de Acessibilidade e Assistência Técnica (ODAT).
Existem diversas associações ou organizações que tentam promover a eliminação deste tipo de barreiras de acessibilidade, como a ONCE e a IMERSO. Também vale a pena destacar o trabalho realizado por associações regionais e locais como a Deficiente Físico de Aragão (DFA), que fundada em 1976 conseguiu mediar a integração laboral de 5.000 pessoas com deficiência. Em 2002 recebeu o Prémio Rainha Sofia de Reabilitação e Integração e a Cruz de Prata da Ordem Civil pela Solidariedade Social. Em 2006 comemorou 30 anos e recebeu a Medalha de Ouro pelo Mérito no Trabalho.