Indicadores de bem-estar espacial
Introdução
Em geral
A geografia do bem-estar é uma corrente de pensamento geográfico dentro da geografia humana que aborda a questão do bem-estar social como objeto desta ciência e se concentra nos problemas reais e cotidianos da sociedade. Nasceu no final da década de 1960 de uma corrente liberal que emergiu da geografia radical, tentando melhorar a sociedade dentro do mesmo sistema. Tem caráter aplicado e tem como objetivo final o alcance de diretrizes para a transformação da sociedade e obtenção de melhor qualidade de vida.
Na década de 1960, existia um interesse pelas questões sociais e pela distribuição da riqueza às quais a Geografia não é insensível, dado que já existiam pesquisas relacionadas com este tema (contrastes económicos, padrões de vida, etc.). Como David Smith aponta"):.
Houve um esforço para relacionar a preferência espacial com indicadores de bem-estar social. A partir do início da década de 1970, começaram a surgir empregos relacionados à assistência social.
A geografia do bem-estar não renuncia ao uso de técnicas complexas de investigação como simulações ou análise fatorial, representativas da geografia teórico-quantitativa), mas sublinha-se que estas ferramentas metodológicas devem ser utilizadas para esclarecer problemas sociais como a deterioração do ambiente ou os contrastes económicos e sociais. No entanto, os aspectos qualitativos terão precedência sobre os quantitativos.
Em suma, a geografia do bem-estar responde às questões: quem? (população investigada), o quê? (aquilo que dá bem-estar à população), onde? (a localização dos problemas dentro do espaço de estudo) e como? (o processo causal ou mecanismo que intervém na sociedade).
• - História da geografia.
• - Geografia social.
• - SMITH, David M. (1977). Geografia humana. Barcelona. Oikos-Tau.