Impressoras 3D para odontologia
Introdução
Em geral
Os alinhadores dentários, também conhecidos como tratamento ortodôntico invisível, consistem na utilização de plásticos que cobrem completamente os dentes, colocando-os progressivamente na posição adequada. Esses alinhadores têm sido usados desde 1999, quando Zia Chishti") e Kesley Wirth") lançaram seu sistema Invisalign") depois de tê-lo desenvolvido em um dormitório da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, quando tentavam alinhar um leve mau posicionamento dos dentes.[1].
Este sistema consistia em escanear os dentes tridimensionalmente para posteriormente alinhá-los com software e imprimir os movimentos dentários em diversos modelos, e a partir dos quais os alinhadores foram fabricados com materiais termoplásticos.[2].
O processo de fabricação praticamente não mudou desde suas origens. Porém, a tecnologia atual permite o uso de scanners intraorais[3] que evitam tirar o molde dos dentes e o desenvolvimento de novos materiais termoplásticos que tornam os movimentos dentários mais eficientes.
Da mesma forma, um grande número de diversos programas de alinhamento dentário surgiram como resultado do lançamento de algumas patentes pela Invisalign, bem como a possibilidade de ter impressoras tridimensionais de alta resolução e baixo custo que permitem que estes tratamentos sejam alcançados com uma grande variedade de marcas comerciais ou sistemas de fabricação de alinhadores.[4].
Os alinhadores dentários são mais visíveis que os braquetes linguais e talvez mais confortáveis durante o tratamento, no entanto, vários estudos mostraram que às vezes é necessário um grande número de alinhadores para conseguir o movimento de todos os dentes ou é muito imprevisível alinhá-los com este sistema.[5].
O resultado final e o sucesso dos tratamentos com alinhadores dependem principalmente do tipo de mau posicionamento dentário ou problema de mordida a ser corrigido, do planejamento das movimentações dentárias no software pelo especialista em ortodontia, da qualidade de impressão dos modelos tridimensionais e do tipo de material termoplástico utilizado na confecção dos alinhadores.
Isso sem levar em conta a cooperação exigida do paciente onde é necessário utilizá-los praticamente 24 horas por dia para obter sucesso no tratamento.
Nos últimos anos, novas empresas têm tentado comercializar estes alinhadores pela sua estética e conforto, argumentando, em muitos casos, uma variedade de benefícios que carecem de apoio científico. Estas incluem o facto de os alinhadores serem mais precisos e eficazes, de serem de tecnologia muito recente, bem como de o tratamento ser mais rápido e menos incómodo do que os aparelhos convencionais ou linguais.