Habilidades Interpessoais
Introdução
Em geral
Habilidades sociais (às vezes designadas como competências sociais ou competências interpessoais) não possuem uma definição única e determinada, pois há confusão conceitual a esse respeito, uma vez que não há consenso por parte da comunidade sócio-científica; No entanto, podem ser definidas pelas suas características principais, salientando que as “habilidades sociais” são um conjunto de comportamentos aprendidos naturalmente (e que, portanto, podem ser ensinados), que se manifestam em situações interpessoais, socialmente aceites (isto implica ter em conta as normas sociais e as normas legais do contexto sociocultural em que se actua, bem como critérios morais), e orientadas para a obtenção de reforços ambientais (reforços sociais) ou auto-reforços.
As habilidades sociais estão diretamente ligadas às soft skills[1] (soft skills), e estas são essenciais para estabelecer relacionamentos de qualidade e gerar relacionamentos com diferentes tipos de pessoas.
Não à toa, são também comportamentos associados aos animais, revelados nas relações com outros seres da mesma espécie. No caso das pessoas, as competências sociais proporcionam ao indivíduo que as possui uma maior capacidade para atingir os objetivos que pretendem, mantendo a sua autoestima sem prejudicar a das pessoas que as rodeiam. Esses comportamentos baseiam-se fundamentalmente no domínio das habilidades de comunicação e exigem um bom autocontrole emocional “Autocontrole (habilidade)”) por parte de quem atua. Em muitas doenças mentais, a área das competências sociais é uma das mais afetadas, pelo que o trabalho na reabilitação psicossocial é importante.
Origem e desenvolvimento de habilidades sociais
Embora a diversa dimensão relacionada com o comportamento social sempre tenha sido motivo de preocupação, foi apenas em meados da década de 1970 que o campo das competências sociais atingiu a sua maior difusão e, atualmente, continua a ser objeto de estudo e investigação. As origens das habilidades sociais remontam a Salter, por volta de 1949, considerado um dos pais da terapia comportamental, e que desenvolveu em seu livro Conditioned Reflex Therapy (seis técnicas de habilidades). Assim, nasceram vários estudos baseados nos primórdios da chamada terapia comportamental de Salter.