Gestão De Resiliência Organizacional
Introdução
Em geral
Potencial de resiliência organizacional é definido como a capacidade latente (não evidente) de uma organização de antecipar ameaças, enfrentar eficazmente eventos adversos e adaptar-se às condições em mudança (Duchek, 2020),[1] com o objetivo de sobreviver e prosperar diante da adversidade. Essa capacidade fica evidente quando a organização enfrenta situações adversas. No momento de superação das adversidades, a organização, em vez de enfraquecer, fortalece-se.
Fatos atuais que contextualizam o potencial de resiliência organizacional.
Em 11 de setembro de 2001, dia do ataque terrorista às torres gêmeas, o banco de investimentos Morgan Stanley contava com aproximadamente 2.700 funcionários distribuídos em 22 andares da torre sul entre o 43º e o 74º andares. Após o impacto do primeiro avião na torre norte, os alarmes do Morgan Stanley foram ativados para evacuar os seus funcionários e 15 minutos depois, quando o segundo avião atingiu a torre sul, os seus escritórios já estavam praticamente vazios. (Coutu, 2002).[6].
Como isso foi possível? As características do potencial de resiliência são três: antecipação, enfrentamento e adaptação. O Morgan Stanley realizava frequentemente exercícios de incêndio nos quais praticava a evacuação de todo o pessoal, por isso, no dia do ataque terrorista, quando o alarme foi acionado, não se perguntaram se era um alarme falso, agiram de acordo com seu treinamento e graças a esta ação, a vida de milhares de pessoas foi salva.
O Morgan Stanley também contava com locais alternativos para realocar seus funcionários em caso de acidente nas torres gêmeas, bem como backups de todas as suas informações estrategicamente localizadas em outros locais para evitar a perda de seus bancos de dados em caso de acidente.
Estas características observáveis no caso do Morgan Stanley no dia do ataque terrorista de 11 de Setembro permitem-nos contextualizar o que é uma organização com potencial de resiliência organizacional.