Gestão de consenso
Introdução
Em geral
Este artigo aborda o modelo para construção de consenso. O cenário pós-moderno é caracterizado por mudanças rápidas, com as quais diferentes organizações e instituições são obrigadas a cumprir as suas funções tradicionais e adquirir outras para se adaptarem às mudanças, o que conduz a um ambiente de múltiplas tensões; Neste contexto e com base num estudo exploratório realizado pela Dra. Aura M. Torres Reyes através da Investigação-Acção, foi desenvolvido um modelo de normalização de processos e procedimentos no âmbito educativo que pode ser generalizado a outros cenários que requeiram conciliar as diferentes perspectivas dos actores do contexto através de um exercício sinérgico. O modelo propõe três ciclos de desenvolvimento que se enquadram em três processos contínuos e elípticos que permitem: validação, avanço e socialização do conhecimento necessário para alcançar o consenso antes da implementação de um processo.
A ciência ao serviço da sociedade tem sido um ponto quente de debate nas últimas décadas (2010), talvez pela necessidade de romper a barreira entre a teoria e a prática que durante muito tempo distinguiu a ciência, onde na sua ânsia de se afastar dos modelos ocultistas e medievais entra no renascimento com o objectivo de estabelecer um limite claro entre o científico e o não científico, portanto, os modelos positivistas tornaram-se um paradigma científico irrefutável até há algumas décadas, mas graças a Kunt (1996) com sua teoria histórica da ciência, abriu-se uma importante porta onde a crítica iniciou um caminho de reflexão sobre o significado da ciência.
Nessa linha, surgem modelos e abordagens qualitativas que resgatam aqueles fenômenos que fazem parte da realidade, mas não podem ser abordados em sua totalidade pelos modelos positivistas. Tudo isto tendo como pano de fundo um cenário de constantes mudanças, onde as barreiras físicas começam a ser dissipadas num contexto de múltiplas transformações.
A educação imersa nessas transformações teve que incorporar diversas teorias em sua estrutura, entrar no debate entre o local e o global, entre oferta e demanda e outras tensões que levam a gerar novas formas de transformação do que se faz no cenário educacional.
No entanto, estas transformações enquadram-se não apenas em resposta a exigências externas, mas também a dinâmicas internas. Por isso, os modelos que se aplicam tanto à investigação como à intervenção no âmbito educativo devem ser suficientemente flexíveis para poder responder a todas as tensões, participativos para alcançar uma verdadeira transformação baseada em esforços sinérgicos e sistemáticos para conseguir avanços reais.