Gestão autogerenciada
Introdução
Em geral
No campo da organização, autogestão (que significa administração autônoma "Autonomia (filosofia e psicologia)")), também chamada (no contexto de um processo de execução autônomo) de processo executivo, é a utilização de qualquer método, habilidade e estratégia por meio dos quais os participantes de uma atividade possam orientar o alcance de seus objetivos com autonomia na gestão de recursos. Isso é feito por meio do estabelecimento de metas, planejamento, agendamento, acompanhamento de tarefas, autoavaliação, autointervenção e autodesenvolvimento.
A autogestão visa capacitar os indivíduos para atingirem objetivos por conta própria, como dentro dos departamentos de uma empresa (ver: esquema matricial). Inclui vários aspectos da organização, como preparação pessoal para assumir competências[1] e liderança e equipes ou grupos de trabalho.[2].
A origem do conceito está no mundo da administração de empresas e hoje passou a ser utilizado nas áreas de educação[3] e psicologia. É um conceito muito utilizado nos movimentos sociais.
Autogestão e Cooperativas
Abordagens conceituais que partem da definição de autonomia, chamam de autogestão a constituição e o funcionamento de instituições ou comunidades baseadas na autonomia e na capacidade de tomada de decisão das pessoas.[4] Portanto, também podemos assimilá-la a uma democracia de qualidade[5] ou a uma espécie de participação abrangente.
A auto-organização dos produtores em cooperativas é outra concretização histórica da autogestão. As cooperativas de trabalho ou de produção demonstram há quase duzentos anos que os trabalhadores podem gerir empresas sem patrão.[6] São numerosos os casos de recuperação de fábricas pelos seus empregados, situação comum em tempos de crise económica como a sofrida por vários países no final e início do século.[7].
As cooperativas fazem parte do conjunto mais amplo de formas organizacionais de autogestão ou autogestão, onde o que as identifica é a gestão democrática da empresa pelos próprios trabalhadores. Neste sentido, trata-se de tomar nas nossas próprias mãos a solução de questões problemáticas e, assim, satisfazer as nossas necessidades com o nosso próprio trabalho, criatividade e esforço, gerindo os recursos de forma democrática e no interesse de todos. Esta forma de organização não está presente apenas na esfera econômica, é possível ver organizações autogeridas também na esfera pública, nos governos locais e na política.[8].