Geradores de raios X
Introdução
Em geral
Um tubo de raios X é uma válvula de vácuo utilizada para a produção de raios X, emitidos através da colisão dos elétrons produzidos no cátodo contra os átomos do ânodo. Os tubos de raios X evoluíram a partir do aparelho projetado por William Crookes, com o qual Wilhelm Röntgen descobriu os raios X na virada do século. A disponibilidade de uma fonte controlável de raios X possibilitou o desenvolvimento da radiografia, técnica com a qual são visualizados objetos opacos à radiação visível. Os tubos de raios X também são usados em tomógrafos, verificações de bagagem em aeroportos, experimentos de difração de raios X e inspeção de produtos e mercadorias. Existem vários tipos de tubos de raios X, otimizados para diferentes aplicações. Todos os tubos modernos estão contidos em um invólucro protetor e sua operação está sujeita a regulamentações para evitar a exposição a doses prejudiciais de raios X.
Princípios físicos
O tubo de raios X consiste em um cátodo, cuja função é emitir elétrons em direção ao ânodo. Nas válvulas modernas, o cátodo é um filamento, geralmente de tungstênio, aquecido por uma corrente elétrica de alguns amperes. Uma parte dos elétrons que circulam pelo filamento são liberados devido ao efeito termiônico.[1][2] O feixe de elétrons emitido pelo cátodo é acelerado por uma fonte alternada de alta tensão - por exemplo, entre 30 e 150 kV. Os retificadores são usados para melhorar o desempenho dos tubos de raios X e evitar que a corrente flua para o cátodo e destrua o filamento durante o ciclo de tensão reversa.[3].
Quando os elétrons do feixe colidem com o ânodo, eles cedem sua energia ao material, resultando na emissão de Elétrons de níveis de energia mais elevados ocupam o nível vazio, emitindo fluorescência ou uma linha de emissão característica de energia igual à diferença entre os dois níveis atômicos. Por outro lado, os elétrons do feixe também podem ser desviados de seu caminho pelo campo elétrico dos núcleos atômicos do ânodo, emitindo Bremsstrahlung ou radiação de frenagem, com espectro contínuo, com energia máxima igual à tensão do tubo.[1][4] Cerca de 1% da energia do feixe é emitida na forma de radiação por esses processos, predominantemente na direção perpendicular à do feixe de elétrons.[5] O espectro de raios X emitido pelo tubo depende do material do ânodo e da tensão de aceleração aplicada.[6] O restante da energia é liberado na forma de calor, portanto o ânodo deve ser resfriado, utilizando água ou óleo. O desenho do ânodo é importante para limitar o seu aquecimento, o que permite aumentar a intensidade do feixe de elétrons e reduzir o foco ou área de impacto no ânodo, com a consequente melhoria nas características dos raios X emitidos.