Espaço escultural
Introdução
Em geral
O Centro do Espaço Escultórico é uma das mais importantes obras de arte pública da América Latina. É um espaço que faz parte do patrimônio da Universidade Nacional Autônoma do México localizado no Centro Cultural Universitário (CCU), na Ciudad Universitaria, "Cidade Universitária (Universidade Nacional Autônoma do México)") ao sul da Cidade do México. O Espaço Escultórico é uma escultura circular de 120 metros de diâmetro, composta por 64 módulos ou prismas triangulares, sobre um anel circular de pedra que contém um mar de lava sem características de terreno ou vegetação. Sua finalidade, segundo os artistas que o criaram, é a contemplação do belo, tanto dentro quanto fora do local. Segundo o escultor Manuel Felguérez, este tipo de contemplação “enriquecerá a visão estética tanto do detalhe como do todo, e ao mesmo tempo mudará o conceito tradicional de cultura para o de Espaço Escultórico”.
Este espaço é uma obra monumental coletiva dos artistas Federico Silva, Helen Escobedo, Hersúa, Manuel Felguérez, Mathias Goeritz e Sebastián, todos colaboradores constantes no desenvolvimento da cultura e do ensino na UNAM e influenciados por duas correntes escultóricas: a arte minimalista, que se reflete na sua estrutura circular de pedra que sustenta os 64 prismas seriados, e a land art, já que foi criada com o objetivo de combinar ecologia e arte para reproduzir o imagem cósmica do mundo pré-hispânico.[2].
Segundo seus idealizadores, o Espaço Escultórico “busca fazer da arte um grande acontecimento para todos e para sempre, superando, pelo menos nesta experiência, o voluntarismo individualista autossuficiente e ultrapassado”.
História
A construção do Centro Cultural Universitário "Centro Cultural Universitário (UNAM)") (CCU), do qual faz parte o Espaço Escultórico, ocorreu sob a reitoria de Guillermo Soberón entre 1976 e 1981. Localizava-se próximo à Avenida de los Insurgentes e ao Anillo Periférico, nos territórios que hoje compõem a Reserva Ecológica Pedregal de San Ángel.
No dia 4 de novembro de 1977, o reitor anunciou o início do projeto do Centro Espacial Escultural de Federico Silva, Helen Escobedo, Hersúa, Manuel Felguérez, Mathias Goeritz e Sebastián, artistas que partilhavam a tendência para o Geometrismo e a utilização de materiais como o betão e as estruturas metálicas. Além disso, juntaram-se à equipa biólogos, geólogos, botânicos, ecologistas, engenheiros e arquitetos, organizados através de um grupo de coordenação, um grupo de apoio técnico e um grupo de apoio administrativo. O projeto de escultura deveria ser “o resultado de uma concepção de arte como pesquisa, como extensão da cultura e como compromisso com a realidade social”, nas palavras de Felguérez.