Espaço de transição
Introdução
Em geral
Espaços liminares são objeto de uma estética da Internet que retrata lugares vazios ou abandonados que parecem misteriosos, desolados e muitas vezes surreais. Pertencentes ao conceito de liminaridade, os espaços liminares podem ser locais de transição, como corredores ou áreas de descanso, mas também locais com apelo nostálgico, como parques infantis e casas vazias. Em geral, as imagens do espaço liminar representam lugares anormalmente vazios e oníricos.
Uma pesquisa no Journal of Environmental Psychology indicou que os espaços liminares podem parecer misteriosos ou estranhos porque caem em um vale misterioso de arquitetura e lugares físicos.[1] Um artigo no Pulse: the Journal of Science and Culture atribuiu esse desconforto a lugares familiares que não possuem seu contexto comumente observado.[2].
A estética ganhou popularidade em 2019 depois que uma postagem no 4chan mostrando um espaço liminar chamado The Backrooms se tornou viral. Desde então, imagens do espaço liminar foram postadas na Internet, inclusive no Reddit, Twitter e TikTok.
Características
Em termos gerais, um espaço liminar é usado para descrever um lugar ou estado de mudança ou transição; isso pode ser físico (por exemplo, uma porta) ou psicológico (por exemplo, o período da adolescência).[3] Imagens do espaço liminar muitas vezes representam essa sensação de "intermediário", capturando locais de transição (como escadas, caminhos, corredores, apartamentos ou hotéis) estranhamente desprovidos de pessoas.[4] A estética pode transmitir sentimentos de desconforto, surrealismo, nostalgia ou tristeza, e provocar respostas de conforto e tristeza. desconforto.[5].
Uma pesquisa de Alexander Diel e Michael Lewis do Journal of Environmental Psychology atribuiu a natureza perturbadora dos espaços liminares ao misterioso fenômeno do vale. O termo, que geralmente é aplicado a humanóides cuja semelhança inexata com os humanos provoca sentimentos de desconforto, pode explicar respostas semelhantes a imagens liminares. Neste caso, lugares físicos que parecem familiares, mas que se desviam sutilmente da realidade, criam a sensação de desconforto típica dos espaços liminares.[1].
Peter Heft, do Pulse: the Journal of Science and Culture, explora ainda mais essa sensação de desconforto. Baseando-se nos trabalhos de Mark Fisher (Mark Fisher (Teórico)), Heft explica que tal desconforto pode ser sentido quando um indivíduo vê uma situação em um contexto diferente do que ele espera. Por exemplo, uma escola, que se espera que seja uma amálgama ocupada de professores e alunos, torna-se perturbadora quando é retratada como anormalmente vazia. Fisher considerou esta "falha de presença" uma das marcas da experiência estética do estranho.[2].