Engenharia de descomissionamento
Introdução
Em geral
Descomissionamento de usina nuclear ou descomissionamento nuclear é o processo pelo qual uma usina nuclear é desmantelada a ponto de as medidas de proteção contra radiação não serem mais necessárias. A presença de material radioativo requer processos classificados como ocupacionalmente perigosos, uma ameaça ao ambiente natural, caros e demorados.[1].
O desmantelamento de centrais nucleares distingue-se do desmantelamento «convencional» pela existência de materiais radioactivos ou cindíveis que requerem medidas de tratamento especiais.
O desmantelamento envolve diversas ações técnico-administrativas, incluindo descontaminação e demolição progressiva da planta. Uma vez desmontada a instalação, não deverá haver risco de acidentes radioativos que possam afetar as pessoas. Após o desmantelamento total das instalações, as instalações deixam de estar sob a necessidade de controlo regulamentar por parte da respetiva autoridade e a concessionária da central deixa de ser responsável pelo cumprimento das normas de segurança nuclear. O desmonte pode ser até atingir o estado de “terra virgem”.
Os objetivos buscados no desmantelamento são:
Opções de desmontagem
A Agência Internacional de Energia Atómica definiu três opções para o desmantelamento:
Inventário radiológico
Um dos fatores chave para poder realizar corretamente o desmantelamento de uma instalação nuclear é ter um inventário radiológico, pois é fundamental dizer tanto o método de desmantelamento como o seu planeamento. O grau de descontaminação e a transferência e tratamento de material radioativo é uma função direta do tipo e magnitude da fonte radioativa. Um inventário preciso é necessário para estimar as exposições dos trabalhadores, bem como os impactos ambientais.
Dependendo da sua origem, os materiais radioativos podem ser: