Detecção de correntes internas
Introdução
Em geral
Um galvanômetro é um instrumento usado para detectar e medir corrente elétrica.[1] É um transdutor eletromecânico analógico que produz uma deformação rotacional em uma agulha ou ponteiro em resposta à corrente elétrica que flui através de sua bobina.[2] Este termo foi expandido para incluir usos do mesmo dispositivo em equipamentos de gravação, posicionamento e servomecanismos.
É capaz de detectar a presença de pequenas correntes em circuito fechado, podendo ser adaptado, através de calibração, para medir sua magnitude. Seu princípio de funcionamento (bobina móvel e ímã fixo) é conhecido como mecanismo D'Arsonval,[2] em homenagem ao cientista que o desenvolveu. Este consiste em uma bobina normalmente retangular, por onde circula a corrente a ser medida. Esta bobina é suspensa no campo magnético associado a um íman permanente, ao longo do seu eixo vertical, de tal forma que o ângulo de rotação da referida bobina é proporcional à corrente que a atravessa.[3] A grande maioria dos instrumentos indicadores de agulha utilizados em instrumentos analógicos baseiam-se no princípio de funcionamento explicado, utilizando uma bobina suspensa no campo associada a um íman permanente. Os métodos de suspensão utilizados variam, o que determina a sensibilidade do instrumento. Assim, quando a suspensão é conseguida por uma fita metálica esticada, a deflexão completa da escala pode ser obtida com apenas 2 μA, mas o instrumento é extremamente frágil, enquanto o sistema "jóias e pivôs", semelhante ao utilizado na relojoaria, permite obter um instrumento mais robusto mas menos sensível que o anterior, em que normalmente se obtém a deflexão completa da escala, com 50 μA.
Origem do galvanômetro
A deflexão das agulhas de uma bússola magnética pela corrente em um fio foi descrita pela primeira vez por Hans Oersted em 1820.[4] Os primeiros galvanômetros foram descritos por Johann Schweigger na Universidade de Halle em 16 de setembro daquele ano. O físico francês André-Marie Ampère também contribuiu para o seu desenvolvimento. Os primeiros projetos aumentaram o efeito do campo magnético devido à corrente usando múltiplas voltas de fio; Esses instrumentos foram chamados de "multiplicadores" devido a esse recurso comum de design. O termo "galvanômetro", de uso comum desde 1836, é derivado do sobrenome do pesquisador italiano Luigi Galvani, que descobriu que a corrente elétrica poderia fazer mover a perna de um sapo.