O Terremoto de Lima e Callao de 1940 ocorreu em 24 de maio de 1940, às 11h35 (horário local), devastando Lima, a Província Constitucional de Callao e a zona costeira do departamento de Lima, no Peru. Também houve um tsunami. O terremoto foi sentido desde Guayaquil (Equador), no norte, até Arica (Chile), no sul. Produziu uma intensidade de VI MMI no Callejón de Huaylas; V MMI em Trujillo "Trujillo (Peru)"), IV MMI em Paita e Piura.
Foi o maior terremoto a afetar Lima no século e o segundo desde a fundação da cidade, após o terremoto de Lima em 1746.
O terremoto
As reportagens da imprensa sobre o terremoto que abalou Lima naquele dia descrevem-no com eloquência: “Naquela hora um estrondo surdo anunciava a chegada do fenômeno, que continuou com extraordinária violência até sacudir as paredes dos edifícios. "El Comercio (Perú)")* de Lima). A nuvem de poeira também veio dos penhascos desabados na área costeira.[1].
O terremoto foi considerado um dos piores registrados até então na capital do Peru, mas afetou Callao de forma mais severa, por estar mais próximo do epicentro, com o porto sofrendo a investida de um tsunami, com o mar recuando 150 metros e retornando com ondas de 3 metros de altura que inundaram completamente o cais.
Muitos edifícios escolares sofreram graves danos. Como o terremoto coincidiu com o horário de saída dos alunos, causou maior confusão.[2].
Consequências
As áreas de Lima mais afetadas pelo terremoto foram: Centro de Lima, Chorrillos, onde 80% das casas desabaram e o calçadão afundou em trechos, Barranco e La Molina. Houve 179 mortes e 3.500 feridos na cidade.
As zonas mais antigas da capital, onde predominavam o adobe e a quincha como materiais de construção, sofreram grave deterioração; Por outro lado, os edifícios mais modernos, mesmo os mais altos, resistiram ao movimento. Isso porque desde a década de 1930 Lima experimentava um crescimento urbano com a construção de edifícios e residências que respondiam às demandas de modernidade e segurança. No centro de Lima, os edifícios antigos foram gravemente afetados, muitos deles desabando dias depois. As instalações elétricas, interrompidas durante o terremoto, foram retomadas após algumas horas. Entre os edifícios mais importantes afetados está a fachada da Estação Desamparados, que teve de ser escorada devido à sua perigosa inclinação em direção ao solo. Da mesma forma, a igreja de San Agustín "Iglesia de San Agustín (Lima)"), a igreja de La Merced "Basílica e convento de Nuestra Señora de la Merced (Lima)") e a igreja de San Francisco sofreram fissuras nas paredes, pelo que foram necessárias várias obras de reparação.
Destacamentos de moldagem
Introdução
Em geral
O Terremoto de Lima e Callao de 1940 ocorreu em 24 de maio de 1940, às 11h35 (horário local), devastando Lima, a Província Constitucional de Callao e a zona costeira do departamento de Lima, no Peru. Também houve um tsunami. O terremoto foi sentido desde Guayaquil (Equador), no norte, até Arica (Chile), no sul. Produziu uma intensidade de VI MMI no Callejón de Huaylas; V MMI em Trujillo "Trujillo (Peru)"), IV MMI em Paita e Piura.
Foi o maior terremoto a afetar Lima no século e o segundo desde a fundação da cidade, após o terremoto de Lima em 1746.
O terremoto
As reportagens da imprensa sobre o terremoto que abalou Lima naquele dia descrevem-no com eloquência: “Naquela hora um estrondo surdo anunciava a chegada do fenômeno, que continuou com extraordinária violência até sacudir as paredes dos edifícios. "El Comercio (Perú)")* de Lima). A nuvem de poeira também veio dos penhascos desabados na área costeira.[1].
O terremoto foi considerado um dos piores registrados até então na capital do Peru, mas afetou Callao de forma mais severa, por estar mais próximo do epicentro, com o porto sofrendo a investida de um tsunami, com o mar recuando 150 metros e retornando com ondas de 3 metros de altura que inundaram completamente o cais.
Muitos edifícios escolares sofreram graves danos. Como o terremoto coincidiu com o horário de saída dos alunos, causou maior confusão.[2].
Consequências
As áreas de Lima mais afetadas pelo terremoto foram: Centro de Lima, Chorrillos, onde 80% das casas desabaram e o calçadão afundou em trechos, Barranco e La Molina. Houve 179 mortes e 3.500 feridos na cidade.
As zonas mais antigas da capital, onde predominavam o adobe e a quincha como materiais de construção, sofreram grave deterioração; Por outro lado, os edifícios mais modernos, mesmo os mais altos, resistiram ao movimento. Isso porque desde a década de 1930 Lima experimentava um crescimento urbano com a construção de edifícios e residências que respondiam às demandas de modernidade e segurança. No centro de Lima, os edifícios antigos foram gravemente afetados, muitos deles desabando dias depois. As instalações elétricas, interrompidas durante o terremoto, foram retomadas após algumas horas. Entre os edifícios mais importantes afetados está a fachada da Estação Desamparados, que teve de ser escorada devido à sua perigosa inclinação em direção ao solo. Da mesma forma, a igreja de San Agustín "Iglesia de San Agustín (Lima)"), a igreja de La Merced "Basílica e convento de Nuestra Señora de la Merced (Lima)") e a igreja de San Francisco sofreram fissuras nas paredes, pelo que foram necessárias várias obras de reparação.
O Palácio do Governo não sofreu grandes danos, dada a sua construção recente. O presidente Manuel Prado y Ugarteche percorreu a cidade avaliando o desastre. Muitas pessoas instalaram-se e passaram a noite nas ruas e jardins com medo de um novo movimento sísmico.
O Estádio Víctor Manuel III (em Pueblo Libre), que desde a sua inauguração em 1922 foi o único estádio de futebol pertencente a um clube peruano (o Circolo Sportivo Italiano), não resistiu ao terremoto.[3].
Por outro lado, devido aos resultados deste terramoto, discutiu-se a regulamentação de futuras construções, uma vez que a maioria das casas e lotes existentes eram antigos e inseguros.
Em Callao, as consequências do terremoto foram devastadoras: foram contabilizados 100 mortos, 2.000 feridos e cinco mil casas destruídas. A Igreja Matriz foi gravemente danificada: uma das suas torres desabou e a outra correu o risco de cair. O balneário La Punta foi atingido pelo tsunami, mas os danos não foram tão extensos, porque as casas foram construídas recentemente. No Terminal Marítimo o piso afundou mais de 500 metros e a água saiu por trás do prédio da Alfândega. Muitas ruas racharam e a água do mar podia ser vista saindo. Mas os maiores danos ocorreram nas vielas e casas dos pobres, pois quase todas ficaram em ruínas. Inicialmente foram distribuídas barracas para abrigar os moradores. Mas também foi notado: “Essas pessoas não podem viver muitos dias acampando, devemos dar-lhes alojamento onde possam se abrigar por algum tempo”. Desta forma, iniciou-se a construção de casas em Callao para abrigar os trabalhadores e empregados que sofreram a perda de suas propriedades em consequência do terremoto, tarefa prioritária nos meses seguintes.
Outros terremotos da década de 1940 no Peru
Nos anos seguintes ocorreram outros terremotos em várias partes do Peru. Em 24 de agosto de 1942 ocorreu um violento terremoto em Nazca, no departamento de Ica, destruindo a cidade. Em 10 de novembro de 1946, foi Sihuas, no departamento de Ancash, que sofreu um terremoto, que se espalhou por várias províncias do referido departamento e de La Libertad "Departamento de La Libertad (Peru)"), com um elevado número de mortos (cerca de 2.500). Em 1º de novembro de 1947 ocorreu outro movimento sísmico, localizado entre as montanhas centrais e a selva, com epicentro em Satipo, departamento de Junín.
• - Anexo: Terremotos no Peru.
Fonte
• - Revista do Clube de Regatas Lima: O Clube e o terremoto de 1940.
• - O Século XX de El Comercio. 1940-1949. Plaza & Janés Editores S.A. Edição Peru, 2000. Impresso nas oficinas da Empresa Editora El Comercio S.A. ISBN 9972-617-18-1.
• - Guerra, Margarita: História Geral do Peru. Tomo XII. A República contemporânea (1919-1950). Primeira Edição. Editorial Milla Batres. Lima, Peru, 1984. ISBN 84-499-4818-5.
O Palácio do Governo não sofreu grandes danos, dada a sua construção recente. O presidente Manuel Prado y Ugarteche percorreu a cidade avaliando o desastre. Muitas pessoas instalaram-se e passaram a noite nas ruas e jardins com medo de um novo movimento sísmico.
O Estádio Víctor Manuel III (em Pueblo Libre), que desde a sua inauguração em 1922 foi o único estádio de futebol pertencente a um clube peruano (o Circolo Sportivo Italiano), não resistiu ao terremoto.[3].
Por outro lado, devido aos resultados deste terramoto, discutiu-se a regulamentação de futuras construções, uma vez que a maioria das casas e lotes existentes eram antigos e inseguros.
Em Callao, as consequências do terremoto foram devastadoras: foram contabilizados 100 mortos, 2.000 feridos e cinco mil casas destruídas. A Igreja Matriz foi gravemente danificada: uma das suas torres desabou e a outra correu o risco de cair. O balneário La Punta foi atingido pelo tsunami, mas os danos não foram tão extensos, porque as casas foram construídas recentemente. No Terminal Marítimo o piso afundou mais de 500 metros e a água saiu por trás do prédio da Alfândega. Muitas ruas racharam e a água do mar podia ser vista saindo. Mas os maiores danos ocorreram nas vielas e casas dos pobres, pois quase todas ficaram em ruínas. Inicialmente foram distribuídas barracas para abrigar os moradores. Mas também foi notado: “Essas pessoas não podem viver muitos dias acampando, devemos dar-lhes alojamento onde possam se abrigar por algum tempo”. Desta forma, iniciou-se a construção de casas em Callao para abrigar os trabalhadores e empregados que sofreram a perda de suas propriedades em consequência do terremoto, tarefa prioritária nos meses seguintes.
Outros terremotos da década de 1940 no Peru
Nos anos seguintes ocorreram outros terremotos em várias partes do Peru. Em 24 de agosto de 1942 ocorreu um violento terremoto em Nazca, no departamento de Ica, destruindo a cidade. Em 10 de novembro de 1946, foi Sihuas, no departamento de Ancash, que sofreu um terremoto, que se espalhou por várias províncias do referido departamento e de La Libertad "Departamento de La Libertad (Peru)"), com um elevado número de mortos (cerca de 2.500). Em 1º de novembro de 1947 ocorreu outro movimento sísmico, localizado entre as montanhas centrais e a selva, com epicentro em Satipo, departamento de Junín.
• - Anexo: Terremotos no Peru.
Fonte
• - Revista do Clube de Regatas Lima: O Clube e o terremoto de 1940.
• - O Século XX de El Comercio. 1940-1949. Plaza & Janés Editores S.A. Edição Peru, 2000. Impresso nas oficinas da Empresa Editora El Comercio S.A. ISBN 9972-617-18-1.
• - Guerra, Margarita: História Geral do Peru. Tomo XII. A República contemporânea (1919-1950). Primeira Edição. Editorial Milla Batres. Lima, Peru, 1984. ISBN 84-499-4818-5.