Comunicação participativa
Introdução
Em geral
Mario Kaplún (31 de agosto de 1923[1] - 10 de novembro de 1998) foi um educomunicador, locutor de rádio e escritor argentino. Ele é conhecido por promover o conceito de "comunicação transformadora" em oposição à educação bancária.[2].
Biografia
Teve sua primeira experiência na cozinha aos 17 anos, desenvolvendo um programa que convidava outros jovens para participarem de um clube de debates que ela organizava. Aos 19 anos transmitiu seu primeiro programa educativo de rádio, denominado "Escuela de Aire", que consistia em um ciclo sobre a história da Argentina em formato radiodrama.
A partir de então, participou e produziu diversos programas radiofônicos jornalísticos e educativos de debate. Alguns de seus programas foram transmitidos não só na América Latina, mas também nas Filipinas e nos Estados Unidos, e foram traduzidos para o português, o quíchua e o aimará.
Durante sua residência na Venezuela, de 1978 a 1985, coordenou a área de Comunicação e Cultura Popular do Centro ao Serviço da Ação Popular (CESAP). Ministrou cursos de comunicação fotográfica, audiovisual e jornalística, comunicação popular e teatro.
Residiu também no Uruguai, onde foi um dos fundadores da Escola de Ciências da Comunicação da Universidade da República (hoje Faculdade de Informação e Comunicação "Faculdade de Informação e Comunicação (Universidade da República)"), dedicando-se à pesquisa, gestão acadêmica e ensino até sua morte em 1998.[3].
Pensamento
Comunicação transformadora vs. comunicação bancária
Mario Kaplún aplicou à comunicação a metodologia e as ideias de Paulo Freire sobre educação. Ele critica a comunicação bancária, conceito que adapta da educação bancária descrita por Freire. Se na educação bancária o educador deposita o conhecimento na mente do aluno, Kaplún destaca que, da mesma forma, no modelo de comunicação bancária o emissor deposita a informação na mente do receptor: