catracas
Introdução
Em geral
As carracas eram embarcações de vela redonda de bordo alto especializadas no transporte de grandes cargas em viagens longas. Houve carracas de século em século. Foram os maiores navios europeus do seu tempo.
Eram muito apreciados pelos portugueses, venezianos e genoveses e menos utilizados pelos castelhanos e aragoneses. Muito poucas naus foram construídas nos estaleiros do Mar Cantábrico, devido ao seu mau comportamento nas tempestades.
Origens
Construída pelos portugueses no século XVII durante as suas explorações, a configuração básica da nau consistia num casco de grande calado, um mastro e uma enorme vela rectangular. Com o passar do tempo, avanços significativos foram incorporados; A principal delas foi a incorporação de um leme de popa em substituição aos lemes de lâmina.
O seu tamanho e calado proporcionaram-lhe benefícios muito importantes e apreciados:
A principal desvantagem das catracas era a sua fraca manobrabilidade e lentidão, deficiências que foram melhoradas com os avanços técnicos que surgiram.
Outro aspecto importante das carracas era que, por possuírem um calado significativo, só podiam realizar operações de carga e descarga em portos elevados, fossem eles marítimos ou fluviais, ou fundeados à distância. A sua capacidade de manobra nos portos costeiros era muito limitada.
Outra desvantagem deste tipo de embarcação foi o elevado custo de construção, especialmente considerando que durante a Idade Média os estados-nação europeus eram essencialmente nominais; Na realidade, a Europa estava fragmentada em territórios feudais e cidades-estado, das quais apenas algumas tinham meios para financiar a construção de naus. Este aspecto é significativo do ponto de vista histórico, pois em termos navais a nau, como navio de guerra, era muito superior ao dracar viking. No entanto, a falta de frotas defensivas na Europa, especialmente na França e na Inglaterra, permitiu que os vikings realizassem invasões bem-sucedidas nestes reinos.