Descrição
Contenido
Las Termas de Caracalla, como las demás que existían en Roma y en otras ciudades imperiales, eran mucho más que un simple lugar de baño. Accesibles a todos los ciudadanos, las termas encarnaban el ideal de vida de los romanos, su búsqueda del equilibrio entre el cuidado del cuerpo y el ejercicio físico, [15].
Estrutura
As Termas de Caracalla tornaram-se o complexo balnear mais luxuoso de toda Roma, e seu tamanho foi superado apenas pelas Termas de Diocleciano. No entanto, seus vestígios arqueológicos são os maiores preservados até hoje.
Os edifícios foram construídos num período de aproximadamente cinco anos, o que é uma conquista da engenharia romana, dada a enormidade do complexo. Os banhos possuíam um grande recinto, com mais de 400 metros de largura entre as absides, e uma estrutura central onde se localizavam os próprios banhos. Ao redor havia um grande jardim. Para o abastecimento de água, foi desviado para os balneários um ramal do aqueduto Aqua Marciano, que recebeu o nome de Aqua Antoniniana Iovia.
No século AC. C., na zona onde mais tarde seriam construídas as termas, existia um grande lago conhecido como Piscina Pública. Quando no século DC. C. foram concluídos e inaugurados os banhos, substituindo a antiga piscina.
Parte Norte e Sul
Na parte norte existia um pórtico, precedido por um conjunto de instalações em dois níveis, onde provavelmente se localizavam várias lojas. O alpendre e os quartos serviram de suporte estrutural ao Monte Célio. No lado Sul ficava o meio estádio, com arquibancadas "Grada (arquitetura)") para os espectadores, que servia para esconder as grandes cisternas atrás deles. Essas cisternas poderiam conter um total de 80 mil metros cúbicos de água. Localizadas simetricamente, existiam mais duas grandes salas, que certamente serviam como bibliotecas.
Lado Leste e Oeste
Nos lados leste e oeste foram construídas duas grandes exedras laterais e simétricas. No espaço central existia uma abside precedida de colunata, com pequenas salas de cada lado, uma das quais de forma octogonal e coberta por uma cúpula.
Área central do complexo
As salas de banhos termais foram desenhadas simetricamente em torno do eixo central dos banhos, seguindo o modelo habitual da Roma imperial. De cada lado havia duas entradas que conduziam aos vestiários ou apodyteria, com um corredor central que conduzia a duas salas abobadadas de cada lado. Tal como o resto do complexo, o chão foi decorado com mosaicos. Dos balneários era possível acessar a palestra (academia), para a prática de exercícios físicos, em ambientes fechados ou ao ar livre. Os usuários faziam exercícios de ginástica ou praticavam luta corpo a corpo e corpo a corpo. A área era um grande pátio descoberto, rodeado em três lados por pórticos, com teto abobadado e piso de mosaico em espinha. Do outro lado havia um amplo semicírculo. Os mosaicos do piso, dos quais sobreviveram grandes fragmentos, já foram excepcionalmente belos e de cores vivas. Ao final dos exercícios físicos, os romanos podiam ir aos banhos, utilizados conjuntamente por ambos os sexos.
O caldário possuía uma enorme sala circular coberta por uma cúpula, da qual se conservam vários pilares de sustentação. A sala foi projetada e localizada dentro do complexo para receber luz solar durante todo o dia através de grandes janelas. Suas paredes eram aquecidas através de tubos ocos de terracota. Do caldário você ia para o tepidarium, onde originalmente havia duas grandes banheiras em ambos os lados. A basílica localizava-se no centro do edifício, coberta por três grandes abóbadas cruzadas, sustentadas por imponentes pilares. A natatio era a última sala que podia ser acessada. Era uma grande piscina exterior; Hoje seria considerada uma piscina olímpica, que tinha uma das paredes voltada para a fachada externa, decorada com nichos com estátuas.
Decoração
Tão importante quanto o design era a decoração. Além dos ricos e vívidos mosaicos do piso, os banhos foram decorados com valiosas obras de arte, como o Hércules Farnese ou o Touro Farnese, ambos agora no Museu Arqueológico de Nápoles. Os mosaicos nem sempre tinham o mesmo desenho, em algumas zonas representavam cenas, e noutras havia pisos com motivos geométricos.
Os fornos
As Termas de Caracalla eram um grande complexo de banhos de água quente. O problema de abastecimento foi facilmente resolvido, mas o aquecimento da água era um problema mais complexo. A solução consistia num forno interior e outro exterior, onde se encontrariam os escravos atiçando as chamas. Dependendo do ambiente a que se destinava, as águas eram aquecidas a uma temperatura ou outra. Para melhorar a difusão do calor, foi construído o sistema hipocausto, bastante prático e eficaz.