• - Cobertura da planta. 
Cobertura vegetal das vinícolas
É a superfície externa das adegas, está totalmente coberta por vegetação rasteira, muito variada no tipo herbáceo e raramente subarbustiva. Esse manto protege as vinícolas das chuvas e mantém a estrutura do complexo. Tradicionalmente tem sido utilizado para pastoreio de ovelhas nesta área como controle da vegetação. A escavação das adegas alterou o perfil original do terreno, apresentando um troço escalonado, especialmente muito visível na zona do Castelo.[3].
• - Zarceras. São os dutos de ventilação e ponto de contato com o exterior. Correm verticalmente dos diferentes armazéns para o exterior da adega. Eles têm pequenas dimensões. Esta ventilação tem três finalidades, em primeiro lugar, é necessária para a eliminação do dióxido de carbono produzido durante a fermentação do mosto para a produção de vinho, em segundo lugar, como regulação da temperatura da adega necessária na produção de vinho e em terceiro lugar, como ventilação para evitar a humidade e o consequente colapso das construções subterrâneas.
• - Frentes de fachada.
Fachada frontal de uma vinícola
Construída em alvenaria de pedra com alguns elementos de silharia nos cantos, vergas e ombreiras. Os lintéis das portas são geralmente de pedra (retos ou arqueados com aduelas) ou constituídos por vigas de madeira de zimbro. As frentes dos armazéns estão agrupadas formando uma rua. Em algumas fachadas foi construído um corpo em frente à entrada da adega, denominado parque de merendas. As caves possuem um único orifício de acesso na parte frontal.
• - Chaminés.
Chaminés das vinícolas Baltanás
Também chamado de úmero. A sua morfologia é muito diversificada, embora possam ser agrupadas em dois tipos: chaminés circulares e chaminés quadradas. Existem diferentes tamanhos dependendo da sua utilização, podemos encontrar chaminés desde meio metro de altura até grandes chaminés com mais de dois metros. A sua envolvente exterior é maioritariamente construída em alvenaria de pedra, embora encontremos outras com cobertura em gesso.
• - Downloaders. 
descarga de armazém
Também chamados de casteras. São elementos arquitetônicos independentes, de planta quadrada, construídos em alvenaria de pedra, e possuem na entrada uma pequena porta de grossa madeira de zimbro. Estes elementos estão ligados por uma conduta vertical desde o exterior até ao lagar. É o primeiro elemento utilizado na produção do vinho, já que neste local ficavam estacionadas as carroças de madeira puxadas por animais para transportar as uvas das vinhas, posteriormente as uvas eram despejadas pelos descarregadores em direção à adega.
• - Sinais numéricos. 
Sinal numérico de uma vinícola
Servem como elemento de identificação das diferentes vinícolas. No final do século, quando foi realizado o recenseamento das adegas, a Câmara Municipal registou os números das adegas a azul na parte superior ou lateral da porta. Actualmente, os proprietários das adegas estão a trocar estes elementos por outros mais tradicionais em madeira ou metal forjado, em alguns casos acompanhando o número com os apelidos dos proprietários.
• - Portas de acesso. 
portas tradicionais
As portas de acesso às caves apresentam um elemento único, uma vez que não estão totalmente fechadas, mas sim possuem aberturas para manter a ventilação nas caves e evitar colapsos. A maior parte das portas de acesso às adegas são originais em grossa madeira de zimbro, numa minoria são portas novas respeitando a estética tradicional. Outros elementos que podemos encontrar junto à porta são pequenos assentos em pedra talhada, onde podemos sentar e conversar.
• - Cânion de descida. É o primeiro elemento da escada e abóbada (telhado de descida) que encontramos no acesso à adega. Está à frente do perfil natural do terreno e penetra no subsolo. As paredes do desfiladeiro são geralmente em alvenaria de pedra e a sua abóbada é em madeira de zimbro, lajes de pedra ou alvenaria de pedra. Este desfiladeiro tem a largura da escada e forma a primeira seção dela.
• - Escada. Geralmente é um lance único, reto ou curvo e com declive muito acentuado. É escavado no solo como passagem para a nave central, a sua abóbada é geralmente semicircular. Os degraus são geralmente feitos de travessas de terra, pedra ou madeira e têm formato irregular e em alguns casos há patamares entre os lances de escada. Atualmente, no caso das escadas de terra, estas foram revestidas com telhas cerâmicas de barro natural, mantendo o seu aspecto tradicional. Em alguns casos muito excepcionais não existe escada de acesso à adega, uma vez que se encontram num nível igual ao da rua e a sua entrada faz-se por uma ligeira rampa de alguns metros.
• - Cavas. São as diferentes naves que compõem a estrutura subterrânea da adega. Eles são escavados diretamente no solo. Esses navios têm entre dois e três metros de largura e mais de dois metros de altura, já o comprimento varia entre 10 e 50 metros. A maioria das caves tem uma ou duas cavas, embora existam caves com mais de uma dúzia de cavas. Têm forma alongada e são cobertos por uma abóbada pontiaguda ou achatada. Existem dois tipos de cavas, por um lado, lineares em que as cavas se distribuem sucessivamente e por outro lado, paralelas em que as cavas se distribuem em torno de uma cava principal maior. Estes espaços eram originalmente espaços de cura e repouso do vinho, apresentando furos ou nichos para as cubas. Atualmente, a maioria das vinícolas deixaram de prestar este serviço e são utilizadas como áreas de piquenique.
• - Cozinha. É uma divisão que dispõe de algumas arrecadações num dos lados da escada. Servia como local de descanso e alimentação durante os dias de vinificação. Alguns têm uma pequena lareira e bancos esculpidos na própria pedra em todo o perímetro.
• - Adega. Outra sala da vinícola é o lagar, onde as uvas são prensadas para fazer vinho, embora originalmente nem todas as vinícolas tivessem lagar. Em alguns casos o lagar está localizado na parte traseira da adega ou em outros casos está localizado na lateral. O lagar é constituído por uma longa trave de madeira e uma grande pedra que se eleva do solo, girando através de um fuso de madeira, enfiado à trave. A pedra é colocada em cima de umas tábuas de madeira (castillete) e funciona como contrapeso (alavanca), para que esmague as uvas e o mosto caia na bacia do lagar (poço). Atualmente poucas vinícolas preservam o lagar. O município dispõe de um lagar comunitário municipal no qual os proprietários que não possuem lagar na sua adega podem tradicionalmente produzir o mosto. Este lagar está localizado na área de recepção de visitantes criada em 2020.