Atual
Introdução
Em geral
Corrente elétrica é o fluxo de carga elétrica que atravessa um material.[2] Também pode ser definido como um fluxo de partículas carregadas, como elétrons ou íons, que se movem através de um condutor elétrico ou espaço. É medida como a taxa líquida de fluxo de carga elétrica através de uma superfície ou em um volume de controle.[3][4] É devido ao movimento de cargas (geralmente elétrons) dentro do condutor. O fluxo de corrente (quantidade de carga por unidade de tempo) é denominado intensidade de corrente elétrica (símbolo: I). No Sistema Internacional de Unidades é expresso em coulombs por segundo (C/s), unidade chamada ampere (A), em homenagem ao físico francês André-Marie Ampère. A corrente elétrica, por ser um movimento de cargas, produz um campo magnético, fenômeno que pode ser utilizado no eletroímã.
O instrumento utilizado para medir a intensidade da corrente elétrica é o galvanômetro, que, calibrado em amperes, é denominado amperímetro, colocado em série com o condutor por onde circula a corrente a ser medida.
História
Historicamente, a corrente elétrica foi definida como um fluxo de cargas positivas (+) e o sentido convencional de circulação da corrente foi estabelecido como um fluxo de cargas do pólo positivo para o negativo. Porém, observou-se posteriormente, graças ao efeito Hall, que nos metais os portadores de carga são os elétrons negativos, que fluem no sentido oposto ao convencional.
Concluindo, o sentido convencional e real são verdadeiros na medida em que os elétrons como os prótons fluem do pólo negativo até atingirem o pólo positivo (sentido real), o que não contradiz que esse movimento começa próximo ao pólo positivo onde o primeiro elétron é atraído pelo pólo, criando um buraco que será coberto por outro elétron do próximo átomo e assim sucessivamente até atingir o pólo negativo (sentido convencional). Ou seja, a corrente elétrica é a passagem de elétrons do pólo negativo para o pólo positivo em uma progressão que começa no pólo positivo.[5].
No século XIX, quando foram feitas as primeiras experiências com eletricidade, apenas estava disponível a carga elétrica gerada por fricção (eletricidade estática) ou por indução. Foi conseguido (pela primeira vez, em 1800) um movimento constante de carga quando o físico italiano Alessandro Volta inventou a primeira bateria elétrica e esta foi interpretada como uma corrente contínua através dos fios e da bateria por André-Marie Ampère.