Atraso no Trabalho (Custo)
Introdução
Em geral
O escândalo do Carrossel de Contratações é um caso de corrupção política desenvolvido na cidade de Bogotá (Colômbia), realizado durante a gestão do ex-prefeito Samuel Moreno Rojas, pertencente ao Pólo Democrático Alternativo em 2010. Em meados de 2009, o então vereador Carlos Fernando Galán, denunciou em debate na Câmara de Bogotá graves irregularidades na contratação das principais obras da cidade. Nessa data era claramente visível que as obras não avançavam e no final desse ano, em 2009, o Grupo Nule, principal empreiteiro das obras em Bogotá, tornou pública a notícia de que este conglomerado se encontrava em graves dificuldades financeiras. No final desse mesmo ano de 2009, a polêmica eclodiu em 25 de junho daquele ano quando veio à tona uma lista de denúncias, fornecida pelo então senador Gustavo Petro, que evidenciava a negociação de comissões multimilionárias de Germán Olano, ex-deputado da República, ao empresário Miguel Nule Velilla"), cuja empresa, que leva seu sobrenome, administrou grande parte dos contratos de diversas obras públicas que foram realizadas na Colômbia capital.[1] A principal obra diretamente afetada por essas negociações irregulares foi a construção da terceira fase do sistema de transporte público TransMilenio, que atrasou mais de três anos.[2].
No período imediatamente seguinte, diferentes instituições jurisdicionais iniciaram investigações que aumentaram a tal ponto que vários políticos, empresários, dirigentes do Instituto de Desenvolvimento Urbano[2] e até o próprio prefeito da cidade foram envolvidos. O Estado chegou a apresentar uma perda de capital próxima de 2,2 trilhões de pesos colombianos (aproximadamente 1,1 bilhão de dólares, à taxa de 2011).[3][4].
O escândalo é considerado um dos maiores da história recente da Colômbia.[5].
Fundo
Setenta por cento da construção da terceira fase do sistema Transmilenio foi atribuída ao Grupo Nule"), um conglomerado de empresas liderado por Guido Nule Marino e seus primos Manuel e Miguel Nule Velilla. No entanto, no final de 2009 o referido grupo apresentava graves problemas financeiros, alguns deles causados por má gestão administrativa. Como resultado, a primeira evidência destas dificuldades reflectiu-se no atraso das obras que estavam a cargo do referido grupo.[6].