Atlas da coesão urbana
Introdução
Em geral
A cidade compacta é aquela que: apresenta uma estrutura e tecido urbano de certa compacidade, é socialmente coesa, gera espaços de sociabilidade, cria um território com proximidade de serviços, incentiva o encontro de atividades e permite o desenvolvimento da vida comunitária. Esta cidade é reconhecível sobretudo na cultura mediterrânica, a sua evolução histórica permitiu a criação de uma cultura comum, dando origem a espaços, cidades e vilas bonitas, criativas e funcionais.
A Andaluzia está inserida nesta estrutura, uma vez que muitas cidades foram espaços criados, utilizados e convertidos por diferentes culturas mediterrânicas como: fenícia, romana, islâmica. No Mediterrâneo, política e civilização tornaram-se sinónimos de cidade, berço da instituição política e cultural da cidadania. Sem ele, a civilização moderna não pode ser concebida.[1]
A estrutura territorial da Andaluzia foi organizada em torno desta cidade compacta ao longo da história.
Sistema de Cidades Andaluzas
As características do sistema urbano andaluz, baseado numa rede de cidades não polarizadas num ou dois centros urbanos principais, conferem à Andaluzia uma diversidade muito rica e variada de acontecimentos urbanos. A Andaluzia conta hoje com nove complexos urbanos a nível de centros regionais, complementados por um sistema de cidades médias e redes populacionais em zonas rurais que garantem uma população estável distribuída por todo o seu território. Por esta razão, o sistema de cidades da Andaluzia constitui um dos seus principais patrimónios culturais, sociais e económicos. Ao mesmo tempo, possui características definidoras que lhe conferem uma posição privilegiada para adaptar a sua estrutura às exigências da sustentabilidade urbana, como a sua policentricidade, a sua diversidade funcional, a sua compacidade e a diversidade social dos seus atores.[2].
cidade difusa
Este modelo de cidade compacta foi alterado na última década, uma vez que a expansão da cidade tem sido realizada através da ocupação do território de forma disseminada, o que cria uma nova cidade difusa e ineficiente, separando funcionalmente os seus usos e segregando a população no território com base na sua capacidade económica. O processo empreendido é cada vez mais insustentável e as repercussões nos ecossistemas aumentam à medida que o se generaliza.