Arquitetura regenerativa territorial
Introdução
Em geral
O conceito de coliving (do inglês co-living) refere-se a um modelo residencial de vida comunitária que combina alojamento privado com espaços e serviços partilhados. Tem semelhanças com coworking ou trabalho cooperativo e não deve ser confundido com cohousing ou cohousing.[1] O termo ainda não está incluído no DLE.
Origem e evolução
O conceito moderno de coliving surgiu em Silicon Valley no início da década de 2010, em resposta ao aumento dos preços da habitação e à chegada massiva de jovens profissionais ligados à economia tecnológica.[2] A ideia estende a filosofia do coworking à esfera residencial, promovendo comunidades onde são partilhados espaços comuns – como cozinha, sala de jantar, biblioteca ou sala de estar – com o objetivo de promover a colaboração e as relações interpessoais.[3].
O Coliving dirige-se principalmente a jovens profissionais, estudantes internacionais e nómadas digitais, e costuma oferecer contratos flexíveis, serviços incluídos e gestão centralizada. Difere do cohousing porque este último se baseia na propriedade comunitária ou na autogestão, enquanto o coliving geralmente opera sob um modelo comercial ou de aluguel temporário.
Características
Neste modelo, os moradores dispõem de um quarto privativo (em alguns casos com banheiro próprio) e compartilham espaços comuns que buscam potencializar a interação e o sentimento de comunidade. Muitas vezes inclui serviços de limpeza, manutenção, coworking, atividades culturais ou de bem-estar.[4].
De acordo com estudos do setor imobiliário, o coliving representa um dos ramos que mais cresce no setor habitacional"), com um mercado estimado em mais de 550.000 milhões de euros na Europa até 2030.[5].
Ao contrário do cohousing, o coliving é projetado para estadias curtas ou médias (semanas a meses) e geralmente é financiado por um desenvolvedor que projeta o edifício, gerencia os serviços e comercializa os quartos.[6].