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El posthumanismo tiene una gran influencia en el arte contemporáneo así como en el ámbito de la moda. Hay diversos exponentes que hacen prueba de esto, entre ellos H. R. Giger en el arte gráfico, Neil Harbisson en las artes visuales, Bjork, Arca "Arca (cantante)") y Salvia en el área de la música y Fecal Matter en la moda.
Michael Hauskeller"), Thomas D. Philbeck"), y Curtis D. Carbonell") desarrollaron un manual centrado en las representaciones del posthumanismo en el cine y la televisión: The Palgrave Handbook of Posthumanism in Film and Television. El texto es considerado como imprescindible para situar la representación de lo poshumano en el rubro audiovisual contemporáneo.
La llamada «cartografía del posthumanismo» es una muestra de la necesidad de establecimiento de parámetros o etiquetas que sean útiles para caracterizar un fenómeno que está extremadamente relacionado con los avances tecnológicos y científicos. En este manual los posthumanos ficticios son seres, en alguna medida, superan o cuestionan la identidad y los valores de los humanos y de su identidad. Por este motivo, Hauskeller, Philbeck y Carbonell desglosa en su manual siete bloques que ofrecen no solo distintos análisis sobre productos audiovisuales relacionados con el imaginario de lo posthumano, sino también cuestiones conceptuales y filosóficas que se desprenden o subyacen tras cada uno de ellos.
As sete seções
A primeira parte, Pavimentando o Caminho para o Pós-humanismo: Os Precursores desenvolve alguns dos temas do pós-humanismo ou questiona a natureza e os valores da identidade humana, apresentando esquemas para superá-la. Tomando como pano de fundo intelectuais como: Nietzsche, Baudrillard, Guattari, Foucault ou Latour, que em suas diferentes teorias apontam novas perspectivas ontológicas da imagem do humano em oposição ao não-humano. Algumas tiras audiovisuais são Gattaca, The Truman Show, Blade Runner, Hannah and her Sisters ou Titanic "Titanic (filme de 1997)").[13].
A segunda seção, Variedades de Pessoas que virão: Devires Pós-humanos trata da ideia de que o pós-humano não nasce, mas é feito de tal forma que a seção desenvolverá e até mesmo classificará todos aqueles seres que se tornaram não-humanos graças aos avanços da tecnologia e da ciência, incluindo também seus erros. Dos super-heróis aos monstros, esta aglomeração de representações incluirá vampiros, zombies, transformadores, mutantes ou ciborgues. As aplicações aos mundos Marvel e DC são inevitáveis, assim como os diferentes filmes e sagas em que entidades não humanas e animais se transformam ou evoluem para fórmulas de pensamento semelhantes às dos humanos.
A terceira parte, Rise of the Machines: Posthuman Intellects encerra o repertório de entidades pós-humanas que representam máquinas, inteligências artificiais e sua capacidade de autonomia e tomada de decisão são centrais para um debate que atingirá o desenvolvimento tecnológico, seus limites, desafios e criação de hiper-realidades. A lista de filmes que tratam desse tema são Terminator “Terminator (franquia)”), Ava de Ex_Machina “Ex Machina (filme)”), entre outros.
Corpo e Alma: Subjetividades Pós-humanas é a quarta parte deste manual, que enfoca as diferentes fórmulas de corporificação do pós-humano que, ao longo do tempo, sofreu variações extraordinárias, todas elas relacionadas à identificação física hiperreal com os humanos. Esta premissa é ratificada pela menção de dois exemplos: a criação de identidades falsas ou identidades digitais pelos utilizadores das redes e o aumento do cibersexo, que engloba as atividades mais frívolas mas também as mais perversas.
A quinta seção, Humanos Melhores: Capacidades pós-humanas, levanta as diferentes possibilidades que a tecnologia pode nos oferecer para o aprimoramento das capacidades humanas (ou o que dá no mesmo, biotecnologia ou transumanismo) e que têm diferentes aplicações na realidade, algumas delas já avançadas na ficção audiovisual repleta de super-heróis com gadgets que facilitam sua tarefa e de homens/mulheres biônicos, mas também de seres e máquinas com claras tendências totalitárias.
As obras que ocupam a sexta seção, Criando Diferença e Identidade: Comunidades Pós-humanas, insistem especialmente no campo econômico e ambiental. A relação com as narrativas distópicas é o elemento essencial desta pós-humanidade que muitas vezes nada tem a ver com entidades ou corpos estranhos, mas com a ação da espécie humana.
A última parte, Mais Humanos que Humanos: Ontologias Pós-Humanas, fala sobre as diferentes considerações sobre a ontologia não-humana (quem somos, de onde viemos, qual é o nosso objetivo, que valores nos identificam, qual é o nosso destino) nada mais são do que uma reflexão sobre a nossa própria natureza à qual a religião, a moralidade e a ética não são estranhas.[13].