arquitetura introspectiva
Introdução
Em geral
Francisco Artigas (Cidade do México, 1916 – 2 de março de 1999) foi um arquiteto mexicano, ativo principalmente entre as décadas de 1950 e 1970. É reconhecido por sua extensa produção de mais de 50 casas unifamiliares modernas no loteamento Jardines del Pedregal de San Ángel, na Cidade do México, bem como por seu papel na arquitetura institucional do Estado mexicano durante o período de desenvolvimento estabilizador.[1].
Embora o seu nome tenha permanecido em segundo plano em comparação com figuras como Luis Barragán, Juan O'Gorman ou Oscar Niemeyer, estudos e publicações recentes colocam-no como um dos arquitetos mais prolíficos de Pedregal e como um intérprete particular do funcionalismo e do modernismo internacional adaptado ao contexto mexicano.
Biografia
Francisco Artigas nasceu em 1916 na Cidade do México, em uma família tradicional; Seu pai era o general Francisco B. Artigas. Durante a juventude, devido a circunstâncias familiares, passou parte da sua formação em Cotija, Michoacán, onde teve contacto direto com a arquitetura vernácula rural, experiência que posteriormente influenciou certas etapas da sua obra.[3].
Iniciou os estudos de engenharia na Escola Nacional de Engenharia da Universidade Nacional Autônoma do México, mas abandonou o curso antes de concluí-lo. A sua formação como arquitecto foi em grande parte autodidata, apoiada na leitura, nas viagens e no estudo atento de revistas especializadas. Através deles conheceu a arquitetura moderna americana e brasileira, com especial admiração por Frank Lloyd Wright, Richard Neutra, Rudolf Schindler, Albert Frey e Oscar Niemeyer.[4].
No final da década de 1940 começou a exercer profissionalmente, primeiro em colaboração com Santiago Greenham e depois com Fernando Luna. A partir do início da década de cinquenta estabeleceu-se definitivamente na Cidade do México, onde desenvolveu a maior parte do seu trabalho.[1].
Contexto e relacionamento com Pedregal
O loteamento Jardines del Pedregal de San Ángel, promovido e urbanizado por Luis Barragán a partir do final da década de 1940, constituiu o principal campo de experimentação de Artigas. Enquanto Barragán e Max Cetto definiam as primeiras etapas do desenvolvimento, Artigas tornou-se um dos arquitetos mais ativos do complexo.[2].