Arquitetura experimental radical
Introdução
Em geral
Experimentalismo refere-se a uma tendência de vanguarda na arte e na literatura do século de explorar novos conceitos e representações do mundo, rompendo com as convenções estabelecidas na tradição cultural anterior. O experimentalismo era uma característica do meio artístico e literário quando surgiram os movimentos de vanguarda (futurismo, cubismo, dadaísmo, expressionismo, fauvismo, surrealismo...).[1] Segundo o Centro de Ciência, Educação e Sociedade Latino-Americana, “no nível artístico com experimentalismo geralmente se refere àquelas manifestações com vocação para criticar, superar, desafiar, quebrar e/ou gerar técnicas e resultados alternativos aos clássicos. No caso das artes plásticas caracterizou-se pela aplicação do método empírico experimental na busca de novas formas de expressão”.[2].
Fundo
Segundo o poeta Herberto Helder, o experimentalismo sempre esteve presente nas artes. Não existe trabalho criativo que não seja experimental, no sentido de que envolve uma crítica ao desgaste dos meios de comunicação que utiliza e procura constantemente recarregar a sua capacidade de invenção.[3].
Na Idade Média, a criação de textos em formato ideograma ou caligráfico era uma prática constante, que já representava uma inovação artística, uma forma de poesia experimental que seria precursora do Concretismo do século.[4].
O maneirismo, surgido no século XIX, foi experimental no sentido de que representou um relaxamento no rigor classicista do Renascimento. Os artistas barrocos também experimentaram, nas antíteses, nos paradoxos, nos contrastes claro-escuro, nos detalhes exagerados (tanto na literatura como na pintura, na escultura, na arquitetura, na música e no teatro).
O Romantismo (século) também foi experimentalista ao romper com os moldes e convenções da arte neoclássica e ao ousar inserir o grotesco, o sombrio, o fantasmagórico na arte. Durante séculos, portanto, novos gêneros surgiram na literatura e na arte e outros se fundiram. Novas possibilidades foram testadas e novos caminhos foram descobertos.
Descrição
Chama-se experimentalismo, portanto, em oposição ao classicismo, toda aquela manifestação artística (musical, poética, teatral, plástica...) com marcada tendência revolucionária e ruptura em relação aos modelos anteriores. O experimentalismo, em princípio, costuma se opor ao gosto popular. Seu nome vem da imitação da ciência, seguindo o método empírico, baseado na tentativa e erro, na busca incessante de novas formas de expressão. Este termo está intimamente relacionado com as vanguardas e os “ismos” que dominaram a cena cultural europeia no início do século. Dado que muitos grandes revolucionários da arte criaram uma escola, pode-se dizer que Van Gogh, Schoenberg, Picasso, Joyce, Brecht, Moore, etc., cultivaram o seu próprio experimentalismo no seu tempo.