Arquitetura educacional histórica
Introdução
Em geral
O Antigo Colégio de San Ildefonso é um museu da Cidade do México, localizado na placa do Zócalo "Plaza de la Constitución (Cidade do México)") de um lado do prédio do governo da Cidade do México, que se dedica à realização de exposições temporárias e também possui acervo próprio, localizado no AHUNAM,[1] forjado quando este era um importante colégio jesuíta e quando era sede da Escola Preparatória Nacional da Universidade Nacional do México, entre 1867 e 1989. E destaca-se pelo conjunto de murais realizados em suas paredes entre 1922 e 1940, pelos mais destacados artistas do muralismo mexicano.
Considerado um dos espaços culturais mais importantes da vida nacional, o Antiguo Colegio é considerado um dos edifícios coloniais mais importantes do centro histórico da Cidade do México. O conjunto arquitectónico tem três níveis e é composto por duas áreas: a pertencente à época barroca com três pátios (séc.), e a construída a sul da anterior, construída entre 1907 e 1931.
História do edifício
O Colégio de San Ildefonso foi uma das instituições de ensino mais importantes da capital da Nova Espanha. A sua fundação pelos Jesuítas ocorreu no ano de 1588, como seminário onde residiam os alunos da Congregação. E por volta de 1618 passou a funcionar sob o patrocínio real concedido por Filipe III, estabelecendo assim o Real e Antigo Colégio de Santo Ildefonso. No início do século foi reconstruída, dando origem ao edifício que hoje conhecemos.
Após a expulsão dos Jesuítas em 1767, o edifício passou a ter diversas funções: quartel para um batalhão do Regimento da Flandres, escola administrada pelo governo do vice-reinado e dirigida pelo clero secular, sede temporária da Escola de Jurisprudência, algumas cadeiras da Escola de Medicina e quartéis para as tropas norte-americanas e francesas em 1847 e 1862 respectivamente.
Em 1867, o governo de Benito Juárez empreendeu uma reforma no campo da educação e de suas instituições e fundou a Escola Preparatória Nacional, instituição que se instalou no prédio do Colégio de San Ildefonso. Seu primeiro diretor foi o Dr. Gabino Barreda (1818-1881). Em 1910, a Escola Preparatória Nacional passou a fazer parte da Universidade Nacional fundada por Justo Sierra.
Este edifício também é conhecido pela sua relevância na pintura mural, uma vez que se considera que o movimento do muralismo mexicano começou nas suas paredes. Contém pinturas de Diego Rivera, David Alfaro Siqueiros e José Clemente Orozco, entre outros. Durante mais de seis décadas continuou a ser o berço de várias gerações de intelectuais e personalidades. Em 1978 o edifício deixou de ser o campus nº 1 da PEV e por isso o edifício permaneceu fechado ao público até 1992, período durante o qual o edifício foi restaurado para abrir as suas portas ao público como o seu nome atual, com o objetivo de acolher exposições temporárias relevantes mostrando e assim difundindo o património arqueológico, histórico e artístico do México e de outras culturas. Desde então, tem sido administrado por um mandato tripartido composto pela UNAM, CONACULTA e o Governo da Cidade do México.[2][3].