Arquitetura editorial
Introdução
Em geral
Architectural Review é uma revista mensal internacional publicada em Londres desde 1896. Inclui artigos sobre arquitetura, design de interiores, paisagismo e planejamento urbano, além de textos teóricos sobre o assunto.
Surgiu como uma publicação encarregada de coletar artigos relacionados à arquitetura e Arts & Crafts inspirados em John Ruskin e Augustus Pugin, descrita como “Uma revista para o artista e o artesão”.
Os primeiros números eram de grande formato e buscavam estabelecer uma discussão entre as diferentes vertentes da arquitetura. No seu início, funcionou principalmente como órgão do referido Arts & Crafts. Com o passar do tempo, passou a se dedicar mais à arquitetura clássica e buscou colecionar qualquer evento internacional. Tornou-se um exemplo prático de arquitetura que proporcionou aos arquitetos, através de desenhos e fotografias, padrões universais para os diversos estilos arquitetônicos da época.
Em 1913 adaptou-se aos novos meios de impressão e reprodução fotográfica, publicando um novo e luxuoso formato. Durante a Primeira Guerra Mundial, ele se propôs a documentar a destruição ocorrida na Bélgica e na França.
Nas décadas de 1920 e 1930 envolveu-se mais ativamente em novos movimentos arquitetônicos. Ele propôs ideias e planos para a Liga das Nações, reimprimiu discursos de Louis Sullivan e encomendou peças a Le Corbusier, Walter Gropius, Berthold Lubetkin e Erno Goldfinger. Também nessa época Nikolaus Pevsner iniciou sua carreira como historiador de arte e arquitetura. A partir desses anos, a Architectural Review tornou-se a principal revista de arquitetura em língua inglesa.
Após a Segunda Guerra Mundial, Pevsner foi sucedido por Colin Rowe, que também fez contribuições notáveis para a revista. A década de 1950 testemunhou uma nova mudança provocada pela consciência dos arquitetos britânicos de reconstruir um país despedaçado. A partir de 1960, a publicação enfrentou um risco comercial crescente. Publicaram trabalhos como a série Manplan, que apresentava reportagens fotográficas focadas nos problemas da Grã-Bretanha, complementadas por ensaios detalhados sobre as soluções propostas.
Durante a década de 1970, AR mergulhou numa situação de crise e autocrítica típica do fim do modernismo. Somente em 1980 recuperaria seu status sob a direção de Peter Davey. Passou a editar números especiais sobre meio ambiente, paisagem, arte e ecologia, e arquitetura e clima, buscando se posicionar a favor das questões ambientais. Mas isso não significa que ele ignorou os protagonistas da alta tecnologia, que também tiveram relatos desses momentos.
Atualmente, o enredo da revista centra-se no pluralismo, no parametrismo e nas implicações sociais da arquitetura, e continua cético em relação às modas e tendências.